
Há já algum tempo que ando a praticar uns desenhos e pinturas utilizando o computador. A arte digital sempre me fascinou mas a minha produtividade e qualidade ficavam sempre um pouco limitadas pela falta de ferramentas adequadas. É possível desenhar com um rato normal, mas já experimentaram escrever ou desenhar em papel usando um instrumento análogo? Pois. Por isso, seguindo o conselho e exemplo de uma talentosa amiga, comprei uma mesa digitalizadora. Comprei uma Aiptek 12000U, igual à dela, baratinha e boa - quase de um quinto do preço das equivalentes - e grandinha para desenhar à vontade. O resultado das primeiras horas - sim, levei horas, so what? - está aqui. Acreditem, uma melhoria considerável especialmente em termos de traço, ficou tudo tão mais simples! Adeus frustração de repetir o mesmo traço uma dúzia de vezes até acertar. Olá longo processo de aprendizagem para saber como fazer pele realista, bem como tecido, metal, plástico, etc. Let the drawing begin!
Zun

A Maria Aurora foi o resultado de uma primeira experiência em bonecos de neve de sete bravos jovens. Tudo começou com uma visita à Serra da Estrela com o objectivo de entrar em 2005 de forma diferente da habitual. Os nossos bravos não desanimaram com a falta de neve e nos poucos pedaços de terra cobertos de gelo lá deitaram mãos e pés à obra. E eis que nasceu Maria Aurora, uma boneca de neve diferente e arrojada, exibindo orgulhosamente um busto que mete respeito. Apesar de não nos poder acompanhar no caminho de volta, Maria Aurora continuou sempre de sorriso estampado e olhos bem abertos, aproveitando o dia solarengo. Connosco ficaram as saudades e a promessa de um regresso, nem que seja para lhe arranjar companheir@ para as noites mais frias.
Zun

Penso que posso falar em nome de todos aqui no Renas ao desejar a todos os leitores um feliz Natal!
Espero que passem estes dias com as pessoas mais importantes para vocês e que se sintam bem mesmo no meio do frenesim do consumismo. Que o Pai Natal, menino Jesus ou os Reis Magos vos tragam uma prendinha bonita mesmo que não seja aquele carro ou o apartamento que andam a namorar há dois meses. Que consigam resistir à tentação da gula e deixar um bocadinho de mousse para os outros membros da família que não se levantaram antes do sol nascer. Que tenham tv por cabo ou satélite, bons amigos ou muita imaginação para não ficarem prisioneiros da programação de alguns canais nacionais. Que os parentes chatos que só vêem uma vez por ano não pareçam tão insuportáveis mesmo quando contam as mesmas histórias de sempre, porque no fundo eles até tentam. Que comam as passas todas quando chegar a meia-noite e... bolas, já me estava a adiantar, isto é para outro post.
Feliz Natal!
Zun

És o Zun e tens imensa criatividade! Adoras desenhar e passas horas no Freehand a divertir-te e a mimar as outras renas com desenhos riquíssimos em pormenores inteligentes! Face aos outros, apaziguas quando há desentendimentos e preferes criar e manter um bom ambiente a fugir e deixar a casa alheia explodir. És confiante e seguro e não stressas sem motivos fortes. Dás valor à amizade, por isso só a promoves quando sentes empatia e boas perspectivas de entendimento. Não deixas as relações tornarem-se naquilo em que não acreditas e clarificas bem os teus objectivos quando há divergencias. Tens um pequeno mafarrico em ti... mas ainda ninguém o viu!
Drocas

És o veado_! Ninguém sabe muito sobre ti mas adoram-te à mesma pelo teu charme e pelo underscore que usas sempre. Achas que os cães são os melhores amigos do homem e das renas e divertes-te muito com os teus. És uma minoria na rede, és um Mac e tens orgulho nisso. Tens muitos segredos e gostas de te rir à socapa enquanto fazes planos para dominar o mundo, ou pelo menos a blogaysfera.
Zun

És o Drocas, um eterno optimista! Não perdes um pormenor e guardas tudo na memória para usos futuros. Diálogos contigo podem resvalar para interrogatórios, o que pode não ser do agrado de todos. Tens uma mente livre de preconceitos e aberta a novas experiências. Amas a diversidade e abraças a diferença. A tua mais recente mania é a fitinha vermelha à la Madonna-cabalística. Adoras Portugal e a música portuguesa. És feliz e vais ter uma vida cheia de sucesso!
Boss
És o João O. e já sofreste uma renovação pagã. Tu és um@ rena desempoeirad@! Sensível e sofisticad@, o teu prato preferido são umas tapas acompanhadas de caviar. Muito dad@ a terrorismos culturais, abominas as masculinidades dominantes e não te importas de ir no metro a fazer crochet! Por te dedicares com aprumo a um feminismo caótico, não queres nada dentro dos armários. O teu maior sonho é mesmo acabar com eles...
veado_

És o Boss! Personagem nascida no século XXI e um dos mentores da blogayesfera. És um agitador de massas e sonhas com revoluções. Tens um coração de manteiga, apesar de sangue quente, como um bom homem do Norte. Adoras uma polémica e uma boa discussão. Precisas de namorado para te apaziguar esses calores no sangue. De preferência um facho, para manter o ardor da relação...
João O
Zun
P.S. - Para os que não conseguem ver a imagem, se puderem usem o Firefox, ou espreitem esta outra versão da animação.

Aproveitando os ventos artísticos que têm varrido o Renas, e no seguimento de uma conversa recente, queria aqui abordar o mito de que para desenhar é preciso jeito. Errado. Primeiro que tudo, desenhar não é mais que uma boa coordenação entre o que vemos e o que pomos no papel. Dá jeito ter jeito, perdoem-me a piada fraca, mas como em tudo o resto o que é preciso mesmo é prática e esforço. No nosso sistema educativo não praticamos o desenho, as crianças geralmente só desenham até à primária e as disciplinas de Educação Visual e Tecnológica não focam, penso eu, o aspecto prático do desenho e são desvalorizadas em relação a outras disciplinas. O jeito para desenhar é como o jeito para jogar à bola ou para cozinhar. Certas pessoas com jeito aprendem mais depressa uma determinada tarefa e podem talvez passar mais tempo sem praticar e não perder o jeito, mas é só isso. No caso particular do desenho, muitas vezes dizemos só que a pessoa tal tem jeito, e esquecemo-nos que essa pessoa provavelmente desenhou a vida toda, ou seja, tem bastante prática.
Por isso, se estão naquela categoria de "eu até gosto de desenhar mas nunca tive jeito", não desesperem! Precisam é de praticar e estar prontos para um longo processo de aprendizagem, tentativa e erro, porque ninguém desenha bem do dia para a noite. E claro, há que começar pelo princípio, nada de tentar desenhos foto-realísticos enquanto não se dominar as proporções básicas do corpo, por exemplo.
Aqui ficam alguns links muito variados sobre técnicas, conselhos, métodos, etc. Agora toca a desenhar!
Zun

O Renas e Veados tem o orgulho de apresentar: Maria Rena! Será a nossa psicóloga clínica especialista em temáticas sexuais e afectivas. Responderá profissionalmente às vossas questões na nova secção Consultório da Maria a inaugurar hoje!
A Maria é uma querida e tem este ar disponível e profissional criado pelo Zun, o nosso artista de serviço. De serviço estará ela também ao disponibilizar o seu email para que coloquem questões, dúvidas, curiosidades ou apenas para partilhar desabafos. Poderão encontrar a nova secção no canto superior direito da página inical do blog, sob o título Consultório da Maria. Atenção, este serviço prestado pelo Renas é para tod@s, sem excepção, gratuito e anónimo. Maria Rena reserva-se no direito de publicar apenas as questões e as respectivas respostas que considerar relevantes para o âmbito deste serviço.
Drocas

A pedido de muitas famílias (a sério, quase 2!), eis a nossa primeira rena-macho. Este é o tipo de rena que realmente puxa o trenó do Pai Natal, o resto finge que trabalha. Nos tempos livres gosta de correr pelo Pólo Norte, fazer halterofilismo com os duendes e não dispensa o seu batido de proteínas preparado pela Mãe Natal. Já foi capa de revistas como Reins'R'Us e Deer Vogue, e em breve irá ter o seu primeiro papel no grande ecrã, ao lado de Arnold Schwarzenegger, em Terminator: Christmas X, um filme cheio de acção, prendas e chaminés a rebentar em grandes explosões.
Inicialmente contactado pela TVI para fazer parte da Quinta das Celebridades, a nossa rena confessa que teve de rejeitar o convite: "quando soube quem eram os outros participantes, senti-me intimidado, eram todos mais animalescos que eu, acho que não me ia conseguir integrar."
Por aqui já comprámos uma caixa de correio maior para suportar todo o correio de fãs que deve estar prestes a chegar, a nossa rena é conhecida por partir corações por essas reservas naturais fora.
Zun
P.S. - Tinha pensado em pôr a imagem mais pequena, mas por razões desconhecidas o Photoshop criava um ficheiro mais pesado mesmo com dimensões menores. Esta imagem é grande em termos de dimensões mas leve e rápida de carregar no browser.
Vestidos feitos de preservativos alertam para o problema da SIDA. São sete os estilistas convidados pela Associação Portuguesa para o Estudo Clínico da SIDA e pela Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA para participarem numa campanha de sensibilização para o VIH/SIDA. Augustus, João Rolo, Dino Alves, José Pacheco, Miguel Vieira e Manuel Alves e José Manuel Gonçalves criar vestidos inteiramente feitos de preservativos. O desfile será hoje no Casino da Figueira da Foz, no âmbito do 5º Congresso Nacional sobre a SIDA.
Apesar de não ser uma campanha directa e particularmente informativa em termos de estatísticas, vantagens e usos do preservativo, etc., é uma maneira original (ou quase) de passar uma mensagem que presentemente me parece pouco forte. As campanhas acerca do uso de preservativos, contraceptivos e sexo seguro já foram mais claras e presentes, e, talvez por falta de uma política de educação sexual nas escolas e por irresponsabilidade, Portugal continua com os primeiros lugares europeus de taxas de gravidez adolescente e de infecções de DSTs. E com governos que se recusam a aplicar leis que já foram aprovadas há 20 anos e que chegam a sugerir, muy catolicamente, que o método da tabela é mais seguro que o preservativo, tão cedo não seremos destronados. Por isso acho importante este tipo de iniciativas que, em maior ou menor grau, contribuem para uma melhoria da saúde pública e para a formação e informação da população.
A top-model residente do Renas também quis dar o seu contributo para o desfile, exibindo uma criação própria.
Zun

Longe da aceitação. Ao ler esta notícia acerca da homofobia usada nas campanhas para as eleições do Senado nos EUA, mais uma vez cheguei à conclusão que, mais do que serem contra a homossexualidade, estas pessoas são contra a visibilidade da homossexualidade. A política don't ask, don't tell é um exemplo disso mesmo: podem ser todos gays à vontade desde que ninguém saiba. Ou seja, por favor coíbam-se de qualquer acto que revele a vossa homossexualidade e finjam ser algo que não são para que os outros, os "normais", não se sintam incomodados. Sejam sem serem, controlem-se, reprimam-se, neguem-se. Por vezes parece-me que prefiro os homófobos mais radicais, ao menos esses não são tão hipócritas, não fazem este tipo de cedências vazias para se refugiarem numa pseudo-tolerância.
Mas como fazer para obter mais visibilidade? Um gay mais efeminado ou uma lésbica mais masculina poderão automaticamente ter visibilidade, mas limitam-na a uma parte esterotipada da "comunidade" gay. A grande maioria da população LGBT não se distingue do resto da população exactamente por ser tão semelhante a esta, por não ser um estereótipo. E nem todos os gays têm namorad@ para andar de mão dada na rua, expressando o seu afecto e ao mesmo tempo mostrando que daí não vem nenhum mal ao mundo. O número dos que têm coragem para expressar esse afecto é ainda mais reduzido, é um ciclo vicioso: não há visibilidade, porque não há aceitação, porque não há visibilidade... Falta-nos coragem? Acho que sim, mas acho que é por sermos "invisíveis", heterossexuais aos olhos dos outros, que não sentimos um apoio dos outros LGBT que todos os dias se cruzam connosco na rua, na escola e no emprego. Se tivéssemos uma cor diferente os números falariam por si, a presença seria uma afirmação, uma base, uma segurança. Mas assim é mais fácil jogar pelo seguro porque a alternativa parece ser bem penosa, pode correr tudo bem ou tudo mal. E acabamos por, consciente ou inconscientemente, alinhar neste jogo de "hide the homo".
Como pequeno aparte quero só esclarecer, por talvez não ser claro, que não tenho nada contra gays efeminados nem lésbicas masculinas, pelo contrário, creio que a visibilidade que proporcionam tem mais prós do que contras.
Zun

Boss