novembro 26, 2004

Guerrilla Girls: Reinventing the F word (Feminism)

As preocupações com as questões feministas começaram a criar um espaço para si mesmas (relendo agora a Room of one's own de Virginia Woolf, repto feminista que se mantem vivo até hoje) no seio das interrogações que a arte contemporânea ia construindo e problematizando. Os colectivos de mulheres artistas, como são exemplo Guerrilla Girls, tiveram um papel importante na conceptualização da questão feminista no seio da arte contemporanea. A meu ver, levantaram duas grandes interrogações e que se mantêm vivas até hoje:

a) Questões de discriminação sexual das mulheres na arte, ou seja, denunciarem a quase ausência de mulheres representadas nas colecções dos centro de arte, a falta de mulheres consideradas importantes nas artes visuais ao longo dos séculos, o valor financeiro das obras de arte feitas por mulheres ser sistematicamente mais baixo que o valor de obras feitas por homens, a falta de role models de mulheres artistas importantes e a sua ausência nos manuais de histórioa de arte....em suma a sub-representatividade das mulheres nas artes;

b) Desconstrução da dimensão de género envolvida na arte contemporânea.

As Guerrilla Girls são um colectivo composto por uma série de mulheres artistas, que se ocultam por detrás de um pseudónimo, que é o nome de artistas famosas (como Tina Modotti, Frida Kahlo, Gertrude Stein, Anaïs Nin, etc. ). A inspiração para o nome do colectivo parece-me estar associado a outros movimentos destinados a reivindicar o uso da expressão Girl, que para uma mulher madura, é relativamente ofensiva, especialmente quando usada para a despromover."Girl" tem para este movimento o mesmo significado que Queer para o movimento LGBT. As artistas que integram as Guerrilla Girls, apresentam-se em conferências-performances públicas, com uma máscara de Gorila, prontas a denunciar o sexismo na arte. As suas obras são pois autocolantes, livros, posters, cartazes, que fazem esta denúncia.

As Guerrilla Girls são uma manifestação do feminismo, preocupado com as dimensões da diversidade dentro da categoria mulher, e com questões como o racismo, a homofobia, as desigualdades genralizadas, que se cruzam com o sexismo. Mais especificamente no plano da arte contemporânea, para qual tiveram um contributo inequívoco. E que para tal apropriou a tal F word, de que pouc@s falavam à época e de que muitas ainda hoje têm vergonha de falar, ou seja o FEMINISMO!

João O

P.S.: É por causa de artistas como as Guerrilla Girls, que optámos aqui, por mostrar mais mulheres artistas do que homens artistas. Precisamente porque em quase toda a parte é ao contrário. Aqui esta escolha é consciente e é política!

Publicado por renaseveados em 04:50 PM | Comentários (4)

novembro 25, 2004

Nan Goldin

Esta senhora da fotografia fascina-me já há série de anos. Então quando vi a exposição dela em Serralves fiquei absolutamente rendido. Começando com o fabuloso The Ballad of the Sexual Dependency e com I'll be your mirror (como a canção dos Velvet nas voz rouca da Nico) com os amigos e Brian (ex-namorado), completamente junkies, no vortex dos 70-80's em Nova Iorque, onde a noite os engolia inteiros. O espancamento da Nan pelo ex-namorado. A desintoxicação da Nan. Olhar para essas fotografias é recordar um período importante da história, ali epitomizada em episódios entre amigos. É um olhar para o privado, que o politiza.

Depois a Cookie, amiga de Nan que morre com SIDA, o casal gay em que um dos membros também morre com SIDA (eu sei que ninguém morre com SIDA, mas é uma simplificação do discurso). São os anos 80 que em Nova Iorque, nas comunidades de Greenwich Village e não só, que são marcados pela estranha mistura entre prazer, sexo e morte. E Nan regista, experenciando. Nos anos 90, Nan começa a fotografar também outros temas, casais amigos na cama, mães e filhos, o amor.

Este olhar de Nan Goldin, uma das fotógrafas mais importantes na contemporaneidade, é quase uma polaroid disparada sobre amigos, significant others e em torno de si mesma. Um olhar que politiza, que resignifica o privado, tornando-o público. Notável também o modo intimista como fotografa. Sem dúvida, não poderia deixar de vos trazer a Nan.


Nan one month after being battered, New York City, USA, 1984


Gigi in theblue grotto with light, Capri, Italy, 1997


Clemens and Jens, hand in mouth, L'Hôtel, Paris, 1999


The sky on the twilight of Phillipine's suicide, Winthertur, Switzerland, 1997

João O

Publicado por renaseveados em 04:24 PM | Comentários (8)

novembro 24, 2004

Público e privado

Realidade e ficção. Palavras e acção. É para além destas dicotomias que se encontra o trabalho de Sophie Calle. Como parentesis, tenho que confessar o nervosismo que me provoca escrever sobre Sophie Calle, pois é díficil falar de alguém cujo o trabalho admiramos muito. Sem detrimento para tod@s @s outr@s artistas, devo dizer que para mim, mlle. Calle está au-delá des autres. Por tudo o que ela já deu à arte, por todas as reflexões que nos fez fazer e também pela figura da artista, em que a ironia, a criatividade e o desrespeito pelas convenções estão sempre presentes. Portanto, denuncio já minha enorme parcialidade e tendenciosismo face a Sophie Calle.

Os trabalhos de Calle envolvem habitualmente performances, que depois são filmadas e/ou fotografadas e que Calle apresenta em livros de sua autoria, analisando o contexto da obra e apresentando-a à sua maneira. Apesar de também existirem instalações. Assim tanto a palavra como a imagem e a acção estão presentes na sua obra. Um dos seus primeiros trabalhos, Filature (o sombra) (1981), envolveu a contratação de um detective privado, a pedido de Calle, por intermédio da mãe, para seguir a artista por um dia e apresentar um relatório detalhado de todos os seus passos. Numa obra do mesmo, L'Hôtel (1981), Sophie, emprega-se como criada de quarto num hotel veneziano, aproveita para fotografar e escrever sobre os seus temporários ocupantes. Em 1980, tinha feito uma das suas obras mais marcantes, que consistia em pedir a pessoas para virem dormir para a sua cama e fotografá-las, durante o sono (Les Dormeurs, 1979).

Noutra série de obras, seguiu as instruções de Paul Auster, que se inspirou na vida de Sophie Calle para criar a personagem Maria em Leviathan (livro que li exclusivamente por culpa de Calle e que me fez interessar por Auster) e fez 3 tipos de performance/instalação/fotografias: comer uma dieta cromática, baseada no facto de Maria gostar de fazer refeições só com alimentos vermelhos, só com alimentos amarelos, só com alimentos verdes, etc (Le Régime Chromatique, 1997); posar para fotografias com objectos e temas começados ou por B, ou por W ou por C (Des journées entiéres sous le signe du B, du C, du W, 1998); seguir à risca as instruções de Paul Auster sobre como viver em Nova Iorque, o que implicou inclusivamente decorar uma cabine telefónica, personalizando-a (Gotham Handbook, 1994). Snteriormente tinha feito um filme sobre uma viagem de carro, com o namorado entre Nova Iorque e a California, que culmina no casamento entre os dois em Las Vegas, apesar da tensão vivida pelo casal durante a viagem (No sex last night, co-autoria de Greg Sheppard 1992). Contudo a obra pela qual sinto mais ternura, é Voyage en Californie (2003). Imaginem que um belo dia, Mlle. Calle recebe um e-mail de um americano a pedir-lhe para o deixar curar um desgosto na cama dela (eventualmente por ter visto Les Dormeurs). Sophie Calle não o quer receber em Paris, mas para cumprir o pedido, manda-lhe a cama para a California. 6 meses depois a cama é-lhe reenviada, tudo anunciado por um e-mail dele que começa por dizer: "dear sophie, your bed has left...", anunciando que o desgosto estava curado. A obra compõe-se de fotografias da cama, e-mails, faxes, a própria cama embalada, sem nunca mostrar o pobre americano sofredor. Não pretendo entrar em grandes análises. Deixo-vos essa tarefa. Com uma pista: o título da retrospectiva de Sophie Calle no Pompidou era M'as-tu-vue? (viste-me?). Será que alguma vez a chegamos a ver, apesar da sua suposta sobre-exposição por via da sua obra?


Filature, 1981


Les Dormeurs, 1979


No sex last night, 1992


Cartaz da retrospectiva de Sophie Calle M'as tu vue? no Centro Pompidou, 2003

João O

Publicado por renaseveados em 02:17 AM | Comentários (8)

novembro 23, 2004

E a artista do dia é:

Vanessa Beecroft! Que se pode dizer de uma artista que usa o corpo das outras como matéria prima das suas performances? Exibindo mulheres nuas (excepto nalgumas performances especiais) numa performance, que consiste em manter as pessoas de pé, sem poderem falar, nem interagir com o público, Beecroft obtem o efeito, de que já Foucault falava, dos corpos dóceis. Corpos que se dispoem à vontade criadora da artista, que os instrui nesta coreografia sem movimento, atribuindo posições, modos de se comportar, limites e constrangimentos à sua liberdade. Aparentemente Vanessa Beecroft retira-lhes toda a agencialidade e autonomia, e no caso da maioria das suas performances, consegue arranjar modelos muito parecidas entre si, reduzindo ao máximo a as diferenças entre as pessoas. Contudo, parecem ao mesmo tempo, resistir, exercer um poder contraditório sobre o espectador que chega ao local da performance e encontra uma série de mulheres nuas, que olham em frente, calçadas apenas com sapatos Gucci ou Manolo Blanhik, sem mas nada em cima. A maioria dos mortais acede a esta experiência apenas por fotografia (como eu), o que reduz imenso o impacto da perfomance. Fiquem com a Vanessa e tenham um bom dia!


vb47, 2001


vb43, 2000


vb 51, 2002

João O

Publicado por renaseveados em 01:04 AM | Comentários (11)

novembro 22, 2004

Maurizio Cattelan

Maurizio Cattelan define-se a si mesmo como um marginal, quer no mundo das artes, quer noutros mundos possíveis. E como marginal, ganha possibilidades de exercer uma crítica e um modo de reflectir de um insider, pouco conforme aos canônes da arte. Cattelan é conhecido por obras site-specific, extremamente associadas aos contextos em que são criadas. Obras, que muitas vezes, nos fazem pensar no sistema financeiro associado à arte, que o autor procura desconstruir. Como fez na Bienal das Caraíbas, em que museus, galerias, etc. financiaram uma bienal, que não existia, mas que era na realidade, uma performance pensada por Cattelan e fotografada por Vanessa Beecroft (a quem voltaremos em breve), em que os artistas passavam uns dias num hotel das Caraíbas, usufruindo da companhia uns dos outros, dos cocktails e da praia. Ou ainda quando coloca uma réplica da mítica placa de Hollywood na Sícilia. Esta atitude de Cattelan está patente também noutras obras suas, a maioria instalações (apesar de algumas performances) que podem ter uma leitura política, mas que o artista prefere que permaneça ambígua. Dentre estas avultam figuras (tamanho natural) do Papa a ser atingido por um meteorito ou de Hitler, em pose orante, entre outras subversões.


Nona Ora, 1999


Sem título, 1998


Him, 2002


If a tree falls in the forest and there is no one around it, does it make a sound?, 1998

João O

Publicado por renaseveados em 04:19 AM | Comentários (9)

Damien Hirst

Damien Hirst é eventualmente um dos nomes mais conhecidos na arte contemporânea. As suas propostas parecem continuar esta interrogação do que é a arte, pois ele parece preferir as fronteiras, os locais menos definidos entre arte e objectos quotidianos. Instalações que conjugam farmácias, representações gráficas de compostos químicos, medicamentos ou mesmo animais embalsamados, em tanques de formol. As instalações de Hirst são desconcertantes, mas mostram o modo como a conjugação de objectos inesperados, dispostos sob a forma de instalação, num espaço museológico, permitem produzir uma fortíssima crítica às fronteiras rígidas da separação arte-não arte. Para abrir o apetite....


Argininosuccinic Acid, 1995


The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living, 1991


Away from the flock, 1994


Mother and Child divided, 1994

João O

Publicado por renaseveados em 12:31 AM | Comentários (11)

novembro 20, 2004

Poderá a teoria ser arte? Arte-Teoria?

Estes posts não seguem fio condutor ou linha crítica. Vejo-os mais como um rizoma, "1º et 2º Principes de connexion et d'heterogeneité: n'importe quel point d'un rhizome peut être connecté avec n'importe quel autre et doit l'être" (Deleuze & Guattari, 1980 Mille Plateaux)" Sendo um rizoma, uma rede de associações, posso partir do meu texto em hyperlink para outro ponto qualquer da rede. Andemos então ao longo da rede.

Um dos aspectos interessantes de determinados modos de pensar a arte contemporânea é o seu potencial crítico e de análise sócio-política. E que ao longo do tempo se encontrou/desencontrou com determinados movimentos sociais ou filosóficos. Neste aspecto, o cruzamento do feminismo com a arte, notório em determinados sectores da arte contemporânea, é um momento de polimorfia perversa, de rupturas e associações, uma contaminação por vírus de parte a parte. É numa teórica (feminista) da arte que encontro uma das melhores definições do paradoxo feminista: Griselda Pollock. Traduzida para português, por Ana Gabriela Macedo na sua antologia de textos Género, Identidade e Desejo, diz-nos:

"Poderemos assim afirmar que o feminismo significa um conjunto de posições, não uma essência; uma prática política, não uma doutrina; uma resposta e intervenção dinâmicas e auto-críticas, não uma plataforma única. É o produto precário de um paradoxo. Parecendo falar em nome das mulheres, a análise feminista desconstrói perpetuamente o próprio termo à volta do qual se encontra politicamente organizado."

Deste paradoxo, surge o Manifesto Cyborg (por Donna Haraway), criando uma poética teórica em torno do regime de tecnociência, carregada de seres híbridos, misturas de máquinas e organismos, sínteses de uma nova ordem mundial, possibilidade de resistência irónica à separação dos mundos: Isto é macho, isto é fêmea, a dicotomização absoluta e irredutível da ordem moderna dos seres:

"Nos finais do século XX, o nosso tempo, um tempo mítico, todas nós somos quimeras, híbridas teorizadas e fabricadas como máquinas e organismos, em resumo somos ciborgues. (...) O ciborgue é uma criatura do mundo pós-género. (...)

o ciborgue está simultaneamente comprometido com a parcialidade, a ironia, a intimidade e perversidade. É um ser antagónico, utópico e completamente desprovido de inocência (...)

um corpo ciborgue não é inocente; não nasceu num jardim; para ele; não busca uma identidade unitária e, por isso, gera dualismos antagónicos sem fim (ou até ao fim do mundo); para ele a ironia é um dado adquirido."

Este novo modo de entender o mundo encontrou expressão no manifesto VNS Matrix, ligado um colectivo de mulheres artistas australianas, que produziram este manifesto:

VNS Matrix:

CYBERFEMINIST MANIFESTO FOR THE 21ST CENTURY

We are the modern cunt
positive anti reason
unbounded unleashed unforgiving
we see art with our cunt we make art with our cunt
we believe in jouissance madness holiness and poetry
we are the virus of the new world disorder
rupturing the symbolic from within
saboteurs of big daddy mainframe
the clitoris is a direct line to the matrix
VNS MATRIX
terminators of the moral codes
mercenaries of slime
go down on the altar of abjection
probing the visceral temple we speak in tongues
infiltrating disrupting disseminating
corrupting the discourse
we are the future cunt


Manifesto first declared by VNS Matrix
1991, Adelaide & Sydney, Australia
VNS Matrix

"A imagética ciborgue pode apontar um caminho para sairmos do labirinto de dualismos em que explicámos a nós mesmas os nossos corpos e as nossas ferramentas. Este sonho não é o sonho de uma língua comum, mas de poderosa e infiel heteroglossia. É a imaginação de uma feminista que fala em línguas capazes de infundir o medo nos circuitos supersalvadores da nova direita. Significa simultaneamente, construir e destruir máquinas, identidades, categorias e histórias espaciais. Embora estejam ambos presos um ao outro na dança em espiral, I'd rather be cyborg than a godess" (Haraway, 1991 in Ana Gabriela Macedo)...

Arte-teoria? Teoria-Arte?

João O

P.S.: este post deu-me um gozo brutal a fazer. Só pode ser dedicado a pessoas com quem me cruzo, em rede. Pure jouissance! É pois dedicado a minha rede, a todos os pontos que se tocam em fluxos. Para os meus cyborgs.

Publicado por renaseveados em 01:58 AM | Comentários (5)

novembro 19, 2004

Dessacralizemos, pois!

As compressões de César (1961): Usando um carro comprimido, completamente esmagado por um compressor, César (Baldaccini) questiona a essencialização do objecto artístico, trazendo para os espaços rarefeitos das torres de ébano dos museus e das galerias, aquilo a que noutro contexto, poderiamos designar de sucata. A opção por materiais não utilizados habitualmente para o contexto artístico ilustra outra das características que viriam a definir o espaço conceptual da arte contemporânea.

Outro dos autores de charneira entre arte moderna e contemporânea (o criterio usado situa-a a arte contemporânea nas fase final da Pop Art, critério também mítico e assente numa concepção relativamente evolucionista e historicizante da arte) é Joseph Beuys, que usou uma série de materiais não convencionais nas suas obras, recusando a linguagem pictórica, que atribuia primazia à pintura e escultura. E se César comprimiu um carro para o transformar em objecto de arte, Beyus traz o carro para o museu (F.I.U. Difesa Della Natura, 1983-85).

João O

Publicado por renaseveados em 09:33 AM | Comentários (11)

novembro 18, 2004

Antepassados míticos

É quase um cliché dizer isto, mas foi Malevitch e o seu quadro negro sobre fundo branco, 1915, que inaugura o questionamento do que é arte, do valor da obra, etc. Poderá um quadro negro ser arte? Mas mais importante do que isto: o que é um quadro negro nos diz sobre a arte?


É Marcel Duchamp que de um modo provocatório interpela directamente o mundo da arte ao afirmar, na defesa da sua obra Fountain,1917, (um urinol, assinado com pseudónimo R. Mutt), que a arte é o que o artista quiser que seja. De modo que a definição de arte passa a ser entendida como uma obra que é realizada por um artista, em vez de assentar num valor intrinseco, objectivo e universal da obra. Dessacralizando ao mesmo tempo a ideia de objecto artístico (como na sua obra, L. H. O.O. Q., 1923, onde pinta um bigode em Mona Lisa, inspirado pelas propostas do Dadaísmo).


Podemos ver nestes autores alguns traços de contemporaneidade. A recusa da representação, o questionamento da relação obra-artista-público, os modos não convencionais de expressão-criação, características imputadas à arte contemporânea já se encontram nas obras destes artistas.

João O

Publicado por renaseveados em 10:38 PM | Comentários (10)
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