Com chuva, vento e frio, esta noite vou ficar em casa a ver televisão. A programação televisiva promete e aqui ficam duas recomendações:

Na 2:, já ás 23h00 o Bonnie and Clyde de Arthur Penn, com Warren Beatty e Faye Dunaway no papel dos lendários gangsters dos anos 20. Tendo a Grande Depressão como pano de fundo, um jovem casal de aventureiros ladrões de bancos vivem em fuga um perturbado romance mal consumado que culmina com a captura e morte de ambos pelo fogo à queima-roupa de uma emboscada policial. Um road movie de 1967 sobre as ilusões e desilusões de uma época que ajudou a quebrar alguns tabus cinematográficos da altura.

Na RTP1, ás 02h00, Le Bassin de John Wayne do João de César Monteiro. Uma vacina adequada para a anunciada estopada televisiva dominical que se avizinha com a transmissão em directo da transladação do corpo da Mana Lúcia para Fátima.
veado_
P.S.- O filme de Penn não é a preto e branco conforme a imagem poderia indiciar.
Diário da "mulher-alibi"
Pacheco Pereira, um dos rastejantes da nossa cena política, pilar do sistema, e exemplo de como se pode subir rápido
(da Gare Maoísta à Gare Neo-Liberal-Conservadora, em bilhete de primeira, se faz favor),
resolveu ganhar dinheiro a publicar os textos do "Abrupto", uma espécie de sótão poeirento e desactualizado do imaginário de uma tia velha desactivada, e com barbas, ainda por cima.
Esse é o papel da "Mulher-Alibi", figura da Sociologia, indispensável para o funcionamento do Sistema: ela espumeja, ela finge que se indigna, ela ataca, ela recua, ela geme e freme, ela varia de alvos, mas, no fim, alinha sempre pela mão de quem lhe paga, e que realmente sempre serviu. É no seu discurso e na sua atmosférica variação fisionómica, que se faz o grosso da catarse do tecido social, "que bem que falou", "gosto muito de ouvi-lo", "sabe sempre dizer quando as coisas estão bem, e quando estão mal"...
Uma das características da mulher-alibi é a ubiquidade: ela tem o dom de estar sempre em todo o lado e em todo o instante em que se possa levantar alguma fervura.
Obviamente, Pacheco Perereira não é a Marcela-quer-morcela, a Mãe das Mães-Alibi, ou a "Desesperada", por antonomásia, com dons de mentira e retórica maquiavelicamente sofisticados. Berços diferentes: uma, filha do Ministro da Propaganda do Antigo Regime, a outra... não. Mas, no fim, o teclado termina sempre na mesma cadência, embora, pelos entremeios, se tenham esvaziado todas as tensões do Público, que, realmente, poderiam conduzir a qualquer mudança.
Elas são as gestoras do Pântano, e o Pântano continua a pagar-lhes regiamente pelo seu papel.
http://braganza-mothers.blogspot.com
EXCELENTES NOTICIOS! O MINISTRO HOMÓFÓBICO ,ROBERTO CALDEROLLI,DEMITIU-SE.INFELIZMENTE,SEM ANTES COMETER UMA DAS SUAS BARBARIDADES RACISTAS QUE PROVOCOU A MORTE DE 10 PESSOAS.MAS ESTOU FELIZ QUE ESTE VERME DESAPARECEU.
Afixado por: Nellie em fevereiro 19, 2006 01:31 PMForam ambos bons. Mas preferi o de Penn, que alías já tinha visto.;-)
Afixado por: veado_ em fevereiro 28, 2006 02:15 AM