faz parte dos teus sonhos uma passagem pela política, pelo futebol ou por qualquer outra parte, desde que implique poder?
és homem e gostas de gel viscoso na cabeça?
adoras o jet set e conheces pessoalmente as Lilis, as Mimis, as Bibas, as Sissis, as Dadinhas, as Kikis?
pensas que tens um sex-appeal irresistível? (é só um pensamento, não quer dizer que o tenhas...yuck!)
foste um obscuro secretário de estado da Koltura?
...então reza aos santinhos todos, pode ser sejas escolhido para 1º ministro!... Ou não!
Uma das dúvidas que nos surgem: será que a nova Ministra do Segurança Social se chamará Lili Caneças? Vai ser o máximo, uma mega distribuição de tigresses Jean Paul Gaultier às pobrezinhas (medida 1), curar as toxicodepêndencias, convidando os dependentes para irem às festas deles (medida 2) e uma super mega hiper festa para celebrar as medidas 1 e 2 (medida 3)!
Isto presumindo que ele é nomeado...o que sinceramente, espero que não aconteça, a não ser nos seus sonhos mais loucos...
Pagan
Boss
PS: O Pagan anda a preparar umas surpresas a apresentar durante a minha ausência, e espero que o Drocas também dê mais de si por estes dias, de forma a que o renas continue a merecer a sua visita diária. Obrigado.
Um pouco mais a Norte, na minha amada Galiza, nasceu também mais um blogay, o Never Let Me Down Again, que apesar do nome inglês e da origem galega é escrito em castelhano. Este está mesmo a estrear e o mozalbete Santiago tem ainda que resolver alguns problemas de template, contadores etc.. enfim, afinar a máquina. Estou a ajudar no que posso, mas estou certo que motivos de interesse para o visitar não faltarão, ou não fosse o blog de um socialista, monarquico, catolico practicante, del Futbol Club Barcelona, y no nacionalista, una joyita como veis. Mas o que faz verdadeiramente do Santiago uma joyita é o facto de ser meu amigo, e aos amigos perdoa-se tudo, até serem católicos e monárquicos! Assim sendo, não deixem de visitar o quixotesco Never Let Me Down Again.
Boss
Boss

Boss

Mais aqui.

Se o Santana pode ser 1º Ministro, por nomeação, a Betty Boop também pode!
Betty Boop a 1ª Ministra!
Betty, Betty, Betty!
Pagan
Além d@s já referid@s estiveram também presentes e intervenientes o Daniel Oliveira do Barnabé, o Miguel do Os tempos que correm, o Paulo, a Rita pelo Cacaoccino e Fórum da Rede ex aequo, a Teresa Fragoso, especialista em Género e Media, a Mariana era a moderadora e a plateia estava muito concorrida, assim de repente 40 parece-me um número credível.... Adiante.
A coisa começou com uma apresentação de cada blog representado, o que direccionou desde logo o tema central para o mundo dos blogs, e não tanto para a visibilidade virtual lgbt. Creio que essa terá sido a "falha" do debate, a certa altura a conversa estava demasiado blog-specific, tornando-se algo incompreensível para quem não estivesse familiarizado com o meio, como seria o caso de muit@s d@s participantes do fórum da ex aequo presentes. Mas como foi também referido (não sei se no debate ou no jantar que se lhe seguiu), a actividade blogueira é extremamente viciante, e quase todos os bloggers sentem um enorme carinho pelo seu blog, e depois entre pares é fácil a conversa resultar numa grande blogada. Talvez seja boa ideia estabelecer um plano de tópicos a seguir, num possível segundo debate, e sobretudo divulgar previamente esses mesmos tópicos aos participantes. Em todo o caso parece-me que a malta da ex aequo podia ter-se esforçado um pouco mais por participar, a Sara e a Rita ainda puxaram pelos rapazes e raparigas, mas mud@s e qued@s continuaram.
De resto, e como já disse antes, eu gostei do debate. Foi um óptimo pretexto para ver as caras por trás de alguns dos blogs que visito diariamente, e a troca de ideias, apesar de algo dispersa, foi muito estimulante. Creio ainda que tanto a minha como a participação do Pagan não envergonharam esta casa, o Joaquim como se sabe é uma rena morta e enterrada, e o Drocas andou com uns problemas de comunicação por esses dias, sendo que já conheço pessoalmente meia blogayesfera, mas ainda não a totalidade do renas-staff!
Encerrado o debate, por volta das 22h30, ou seja, cerca de 3 horas depois de começar, falou-se mesmo muito! Seguiu-se um jantar, para minha infelicidade e indisposição, num restaurante chinês. Valeu a amena cavaqueira, que contou entre outr@s com a simpática S., que para quem não sabe ainda é a única menina do CC, cuja "categorização" na blogayesfera já foi revista e ampliada. E pronto está feito um breve resumo/comentário, é difícil compactar 3 horas de conversa num post, mas espero que tenha espicaçado a curiosidade de quem não apareceu para que apareça numa próxima oportunidade. Fica ainda um agradecimento a tod@s @s presentes e intervenientes pelos agradáveis momentos.
Boss
PS: Um pormenor curioso, disse a tod@s @s presentes qual o meu nome mas mesmo assim quase tod@s me trataram por Boss, e na hora soou-me um chamamento natural.. definitivamente o blog está-me a subir à cabeça. I need blog-vacations soon!
Boss
PS: Já pensaram no terrível efeito que a não convocação de eleições teria no futuro? Se já tanta gente não vota por não confiar nos partidos, imaginem o que seria se sentíssemos que teriamos que confiar em rigorosamente tod@s @s militantes de um determinado partido para votar nesse mesmo partido. Até eu deixaria de votar...
PS2: Como já anunciou o Miguel, Coimbra também terá a sua manif, à mesma hora em frente ao Governo Civil da cidade.
"Pega na tua bandeira e no teu cachecol de Portugal e vem apoiar a coligação PSD/PP. Terça-feira , dia 29, pelas 19 horas, em frente ao Palácio de Belém. A coligação tem toda a legitimidade para formar governo, suportada pela maioria PSD/PP, que ganhou as eleições legislativas. Não deixes que o Presidente da República seja manobrado pela Esquerda. Não deixes que Portugal volte para trás. Passa esta mensagem a toda a gente."
Amigas e amigos, estejam prevenidos e tomem atenção porque convocar uma manif contra outra, está mesmo a sugerir confrontos. E o apelo sinistro à bandeira e ao cachecol da selecção é revoltante. Estejam prevenid@s e por favor, nada de violências nem de provocações. A política não se resolve assim. E apelar a uma contra-manif ao mesmo tempo, é do mais cabotino que se possa imaginar. E também pouco democrático. E reminiscências da Forca Portugal, o presidente não é manobrado pela esquerda. Ao menos mostrem respeito pela figura!
Santana, sai de perto que isto não é bar aberto!

Terça-feira, dia 29, às 19 horas, junto à Câmara do Porto ou em Belém, Lisboa: Seremos ainda mais contra o golpe de Santana Lopes, a exigir eleições antecipadas, já!
Boss
Faithless - Mass Destruction
With a long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're stowaway's son or BBC 1
Dis-information is a weapon of mass destruction
You could a caucasian or a poor asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalisation
Fear is a weapon of mass destruction
My dad came into my room, holdin his hat
I knew he was leavin', he sat
on my bed, told me some facts,
son
I have a duty, callin on me
You and your sister be
brave my little soldier,
and don't forget all i told ya
Your the mister of the house now remember this
And when you wake up in the morning give ya momma a kiss,
then I had to say goodbye
In the morning i woke momma with a kiss on each eyelid,
Even though im only a kid,
certain things can't be hid
Momma grabbed me, held me like i was made of gold,
but left her in the story untold
I said, momma it will be allright,
when daddy comes home, tonight
With a long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're stowaway's son or BBC 1
Dis-information is a weapon of mass destruction
You could a caucasian or a poor asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalisation
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Haliburton, Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
Inaction is a weapon of mass destruction
Inaction is a weapon of mass destruction
My story stops here, lets be clear
this scenario is happenin everywhere
and you ain't goin to nirvana or favana
You comin right back here to live out your karma
with even more drama
than previously, seriously
Just how many centuries have we been waiting for someone else to make us free
And we refuse to see,
The people overseas are just like we
Bad leadership, amigos, unfettered and free
They feed on the people they're supposed to lead, I dont need it
We need to pray away, for the lord to make it all straight
Its only now we do it right, cos I don't want my daddy, leavin home tonight
With a long range weapon or suicide bomber
Wicked mind is a weapon of mass destruction
Whether you're stowaway's son or BBC 1
Dis-information is a weapon of mass destruction
You could a caucasian or a poor asian
Racism is a weapon of mass destruction
Whether inflation or globalisation
Fear is a weapon of mass destruction
Whether Haliburton, Enron or anyone
Greed is a weapon of mass destruction
We need to find courage, overcome
Inaction is a weapon of mass destruction
Inaction is a weapon of mass destruction
Inaction is a weapon of mass destruction

Mas novas marchas e manif's surgem. Enquanto aqui ao lado se dão passos no sentido de construir uma sociedade plural e igualitária, em Portugal até a Democracia nos querem tirar. Há que sair de novo às ruas!
"Terça-feira, dia 29, às 19 horas, junto à Câmara do Porto: Seremos ainda mais contra o golpe de Santana Lopes, a exigir eleições antecipadas, já!" - Passa a SMS!
Boss
MARCHA LGBT: muito colorid@s a descer a avenida, reivindicaram-se direitos iguais para tod@s e o fim de homofobias específicas: na educação sexual (onde eu ia: eramos os amarelos, apesar de eu ir a destoar), artigo 13 da CRP sobre a igualdade perante a Lei para tod@s, homoparentalidade, a idade do consentimento (que é diferente para homossexuais), código do trabalho e a proclamação da não discriminação, uniões de facto e casamento civil.
Não contei as pessoas, mas também achei que a comunicação social subestimou muito o número de presentes. Desceu-se a Avenida da Liberdade (contra o parecer santaneiro) e mostramos a nossa cidadania interventiva e participativa. Num ambiente de festa. A nota dominante foi da enorme diversidade e das diferentes maneiras de viver. No fundo cada vez mais me convenço que esse enorme chapéu LGBT, essa identidade, é mesmo um chapéu muito grande. E dentro desse chapéu, uma enorme diversidade. Contudo a identidade é política e daí ter muito sentido, que as pessoas usem estas grandes categorias, estes grandes chapéus, para reinvindicar. Colectivamente.
ARRAIAL: cheguei perto da meia-noite. Uma série de stands de vários grupos dispostos em círculo, palco no meio. Luzes, música. Caipirinha. Amig@s (tinha lá my oldest of old friends. Não me refiro à idade). Encontrei imens@s amig@s. Beijinhos para todos eles. Á chegada, e fora do recinto, um grupo de pessoas da Opus Gay, entre as quais, a Anabela. Fiquei com pena de não os ver lá dentro. E não pretendo discutir razões. Já ouvi argumentos vários e eles são amplamente tematizados. Por isso, espero não ter comentários sobre essas razões até porque não pertenço a nenhuma associação e admiro e agradeço o trabalho que têm desenvolvido pelos direitos humanos, porque direitos LGBT também são direitos humanos.
E porque o Arraial tem uma componente de festa. E adorei a festa. Dancei, diverti-me, conversei, conheci pessoas muito simpáticas. O arraial foi excelente e evidenciou que, apesar de, estarmos remotamente exilados (santanices), estávamos a celebrar.
Encontrei uma série de vizinhos blogueiros (e também companheiros de blogueiros...ehehehe!). Confesso que tenho dificuldade em pensá-los como tal. Tornaram-se muito mais pessoas, do que palavras escritas no computador. Em suma, fizemos a festa. Caipirinhas são as do André!!!!!! E desculpa ter provocado o congelamento da tua mão...para tirar o Red Bull do gelo. Agradeço a boleia à Família Cacao e a boa disposição às outras famílias presentes.
EM SUMA, o movimento LGBT está vivo, de boa saúde e recomenda-se. Reivindicamos, fazemos a festa, somos muit@s e muito divers@s. Estamos aqui e queremos os mesmo direitos. Como é? Os meus parabéns e agradecimento às entidades organizadoras por nos levarem para a rua e mostrarem que não, não estamos calad@s, nem fora da esfera pública. Por muito silenciada que sejamos, pelos media neo-cons (cons aqui não é só de conservadores, é também de connards! Parafraseando a minha doce V., relativamente aos media portugueses).
MANIF PELAS ELEIÇÕES ANTECIPADAS: depois de uma noite mal dormida, de muita festa e de marcha, eis que cumpro o propósito de me dirigir à manif em frente ao palácio de Belém (ver a recolha etnográfica de palavras de ordem, aqui). Então e não é que mais uma vez a vizinhança blogueira se encontrou (e respectivos companheiros. Até a minha querida V. ia comigo, só não foi ontem porque estava adoentada e cansadita)? Carissim@s, passámos o fim de semana a encontrar-nos. Terça feira devemos encontrar-nos de novo. No mesmo sítio, à mesma hora, mesma manif?
Do ponto de vista político, a surpresa e a resposta ao repto lançado por SMS funcionou muito bem. Manifestação foi original e mostra que nem só de abstenção vive este país. Espero que o sr. Presidente reflicta sobre isto. E que não tenhamos que engolir esse sapo de ver santanices no governo. Eleições antecipadas, já! Com palmas e ruídos de chaves.
Pagan
P.S.: Queria fazer um post político mas saiu-me muito intimista. Será que sou uma blogueira?
Na manifestação contra Santana Lopes a 1º Ministro, frente ao Palácio de Belém.
Pagan
Parece-me que dada a urgência e importância do momento político as manif's devem acontecer também noutras cidades. O Porto como segunda cidade do país tem mesmo que ter a sua manif, e sei que outros bloggers portuenses pensam o mesmo. Proponho assim a mesma hora e para o local o mais óbvio parece-me ser em frente à Câmara, nos Aliados. Assim: "Terça-feira, dia 29, às 19 horas, junto à Câmara do Porto: Seremos ainda mais contra o golpe de Santana Lopes, a exigir eleições antecipadas, já!".
Golpes baixos não! Tenho direito ao meu voto!
Boss
Eis-me então chegado a Santa Apolónia, mais cedo que o previsto, e por isso em vez do senhor Pagan, foi o Mister Joaquim a esperar-me. Ligo o telefone móvel, sinal interrompido, raios, que já me fugiu o homem! - primeiro pensamento. Mas depois reparo num rapazito sentado num banquito em amena cavaqueira telefónica - será ele? Os longos cabelos fizeram-me hesitar, mas o eye contact era esclarecedor. Começa então a minha longa jornada pelas ruas e becos da capital, nunca pelos passeios, de longe os mais cagados que alguma vez havia visto! santana effect?, sempre pelo meio das ruas, em busca de local digno para o merecido repasto.
A certa altura a fome era já tanta, os quilómetros percorridos já sem contabilidade possível, tal como os litros do meu suor pelo carregamento das valises, que esquecemos a dignidade e almoçamos no primeiro sítio que apareceu, já fora dos limites do concelho lisboeta (recorda-me Joaquim, Odemira não era?). A comida não me pareceu fora de prazo, o atendimento foi ao ritmo da terra, não me espantou, mas na hora de pagar a conta noto um certo ar de embaraço fingido, esqueci a carteira - diz o meu conviva. Sem problema, pago eu. Desculpe mas não aceitamos euros do Norte - diz-me a empregada! Pardon? - eu. Durante o mês do Euro só aceitamos dinheiro europeu - disse com tal firmeza que me restou sacar de umas moedas com a carantonha do rei de Castela e lavar os nosso copos, para conseguir livrar-me da dívida. Quando à do Joaquim para comigo, prefiro um pagamento mais carnal que financeiro...
Entretanto o senhor Pagan comunicava que voava ao nosso encontro. Com o olhar expectante, fixado no céu nebuloso, nebulosidade essa cuja responsabilidade neguei e volto a negar, somos surpreendidos, Joaquim et moi, por um homenzinho que se abeirou de nós pelas suas próprias pernas, que não asas. Era o senhor Pagan. Falhada a promessa de vôo, quase julguei estar perante um simples rastejar, mas tal deveu-se apenas ao efeito surpresa da coisa. O Pagan usa as suas duas pernas para se mover. Negado o desejo pagão de tomar um café, já não era uma questão de euro-xenofobia, mas apenas e só o encerro para la siesta. Urgia encontrar novo poiso.
Assim dirigimo-nos os 3, de mãos dadas e a cantarolar We are family!, até uma tasquinha da Olá, para chuparmos calippos na companhia do bom André. A conversa desenrolou de forma amena, centrando-se sobretudo na partilha das experiências de cada um por diferentes bares de alterne do Minho ao Algarve. Enfim, muita pluma, muita lantejoula, muita má-língua, e segunda rodada de calippos...
O relato dos "meus dias lisboetas" continuará em breve. Entretanto algum reparo que os personagens do dito queiram fazer, sois livres, meus amores, de usar a caixa de comentários as you wish.
Boss
Que tive o privilégio de conhecer hoje (Obrigado também a quem ma apresentou: smiley com piscadela de olhos aos meninos!). And I was overwhelmed. Quero deixar um beijo para a Manel. Espero voltar a vê-la, ouvi-la e a lê-la. Foi mesmo um prazer. Declaro desde já, a minha paixão por esta surpresa (mesmo a nível dos gender games), que até anunciei ao Boss. "Boss, eu quero casar-me com ele! He's perfect for me!" Turns out, é a Manel da Truta e a paixão continua (mesmo que perdendo alguma da dimensão carnal: Manel, não és tu, o problema está em mim!). Pois, eu sou fã. E quero assistir ao seu trabalho muito mais vezes. A actuação foi curta, mas encantadora.
Se uma Truta tem destes talentos, imagino todas as trutas juntas!!!!!!! Deve ser.... fantástico.
Aqui fica a minha declaração de amor à Manel, com quem me quis casar...e que agora quero voltar a ver...beijinhos para ti! E claro, BRAVO!!!!! BIS!!!! TRIS!!!!! E Manel, regressa à blogoesfera quando possível, ok? Fazes-nos falta! Pelo menos a mim...mas suspeito que não sou só eu...
Pagan
P.S.: episódio estimulante. Conheci duas pessoas que gostam de ler o Renas.E que não são bloggers, nem deixam comments. Mas que nos lêem. E gostam. Apesar de ser ackward, e de me ter sentido meio estranho (a eterna história das primeiras vezes! aliada a uma certa timidez), agradeço quer os comentários super simpáticos, quer a delicadeza com que me abordaram. Beijinhos pagãos.
1) Tomar banho pela manhã, vestir o meu novo pólo branco, olhar ao espelho e sentir o que já há muito não sentia, olhar-me nos meus olhos e pensar: «comia-te todo!»
2) Descobrir que os Aduaneiros Sem Fronteiras em breve terão à venda t-shirts com as suas geniais ilustrações, yes! O pólo é giro, mas um gajo também precisa de t-shirts...
3) Constatar o regresso do segundo rato do meu escritório! Vantagens de viver no campo... Há umas semanas ele apareceu, pequenino, quase me deu pena pôr o veneno no canto onde o vi pela primeira vez. Após o seu desaparecimento julguei que teria quinado pelo jardim, mas eis senão quando ele volta, com o triplo do tamanho, e dez vezes mais ousadia, já me passou por baixo das pernas mais de 5 vezes hoje! Para me livrar de qualquer sentimento de culpa ou remorso, baptizei-o Santana Lopes, sentindo-me assim livre para avançar com métodos mais violentos. A ratoeira aguarda-o pacientemente e sem piedade (tentarei postar fotos do resultado).
4) A Xobineski Patruska afinal só tinha colocado mal a ficha do seu computador, e regressou em força à blogosfera! Yupi!
5) Constatar que segundo o contador da Weblog, na sexta-feira tivemos 639 visitas! UAU!
6) Só ainda não arranjei inspiração para vos falar da minha ida à Big Lettuce* ou do Debate Visível. Mas em breve fá-lo-ei...
Boss
* - Expressão com direitos de autora.

Boss
De resto o assunto ou é bola (só vi bola na RTP) ou apoio declarado ao Golpe de Estado santanista. As palavras de Jorge Sampaio a criticar os jornalistas foram claramente menorizadas e deturpadas, falta saber se isto acontece devido a uma clara manobra de apoio ao Golpe, ou porque se sabe já nos bastidores que o golpe está consumado e só falta oficializar... Subitamente todos os comentadores de política da TV tuga são de direita e pró-santanás. A TSF vai pelo mesmíssimo caminho. Valham-nos os blogs!
Só na blogosfera se soube por exemplo que o convite a Durão Barroso surge na consequência da recusa do primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker. Só na blogosfera se fala da manif convocada via SMS (hoje às 19h em Belém, Lisboa). Só na blogosfera se apela ao envio de e-mails ao Presidente, para que este salvaguarde a democracia portuguesa. Só na blogosfera se apelam a novas formas de luta, como o luto hasteado. Enfim, só na blogosfera se tratam as coisas pelos seus nomes, e diz-se sem medos que estamos perante um Golpe de Estado!
A merda dos nossos órgãos de (des)informação têm do seu lado a taxa de analfabetismo do país e a fraca penetração da internet nos lares portugueses. A blogosfera tem do seu lado a pluralidade e um real espírito crítico. E Sampaio, está de que lado?
Boss
Actualização: O site da 2: aponta para 4 de Julho a nova data de estreia da série. Obrigado Dinis pela dica.
Boss
Pagan
Safa, se toda a gente se mobiliza para o Euro, podiam dar parte dessa energia a combater esta infâmia?
Não basta pisarem-se assim princípios democráticos, como a necessidade de eleições. Iremos ter um primeiro ministro em que ninguém votou?
Também tenho muita pena pela Comissão Europeia. O amigo do Georgie Boy, que já fez suficiente asneirada por cá, irá para a Comissão Europeia repetir as proezas. Quem sabe, a próxima guerra da paranóia seja declarada a partir de Bruxelas. Também somos Europa, Durão fora de Bruxelas!
Sabe-se também que uma das condições exigidas por Durão é não haverem eleições antecipadas. Isto é quase chantagem. Eleições já! PSL não! Para marionetes, já temos que cheguem... Não podemos também pensar com ligeireza sobre as pressões exercidas contra o Presidente. Imaginem-se no lugar dele: dissolver o parlamento e entrar para história como o homem que não permitiu um português presidente da Comissão Europeia? Ou permitir esta infâmia de ter um primeiro ministro que é nomeado e não eleito? Contudo pelo bem do país, espero que marque eleições antecipadas...e dissolva o parlamento. Porque "A soberania, una e indivisível, reside no povo, que a exerce segundo as formas previstas na Constituição." Artigo 3º da Constituição.
Agora tenho que correr para a marcha. Descer a avenida, já! À noite, Arraial.
PSL NÃO!
Pagan
Choca-me, isso sim, a aparente conivência política de Jorge Sampaio com tudo isto, choca-me sim que a comunicação social apresente todo o caso como se fosse a mais natural coisa do mundo, choca-me a indiferença das pessoas, demasiado preocupadas com o futuro da selecção.
Quando António Guterres foi convidado para presidir à Comissão Europeia ninguém sugeriu que ele abandonasse o governo para aceitar o cargo, curiosamente viria a cair esse mesmo governo dias depois, com a derrota socialista nas autárquicas. Dizer que ter um presidente da comissão português é bom para Portugal, mais do que ingénuo chega a ser desonesto. No entanto é essa a ideia que nos vendem nas televisões, e já estou a ver os eurodeputados portugueses que não apoiem o nome de Durão a serem acusados de anti-patriotas. Provincianismo tolo dos nossos tristíssimos jornalistas, isso sim! Um presidente da Comissão Europeia é suposto governar para todos os europeus, se beneficia uns em deterimento de outros, é porque governa mal; se governa sem distinguir nacionalidades é indiferente que seja português ou grego, o que interessa é que seja competente, coisa que Barroso muito claramente não é.
Ao fugir para Bruxelas, Durão prova uma vez mais a sua desonestidade característica, a sua incapacidade de cumprir compromissos. Mas de novo, que espanto pode isso causar vindo de um homem que tentou colher louros da independência de Timor-Leste, e que anos antes havia tentado negociar a sua entrega à Indonésia?
Santana Lopes, esse, é quase indescritível. Ex-presidente do Sporting, amigo pessoal de Alberto João Jardim (que no caso de PSL se tornar primeiro-ministro será o mais provável candidato a Presidente da República pelo PSD!), já anunciou a sua retirada da vida política por mais que uma vez, garantiu sempre levar os cargos que aceitou até ao final, coisa que raras vezes sucedeu, ficou conhecido pelas múltiplas gaffes kooltorais quando desempenhou o cargo de secretário de estado da cultura. Ídolo das tias de Cascais, sex-symbol das meninas miopizadas pelas lentes de contacto coloridas, é desde sempre conhecido pela ambição desmedida, pelo seu passado em organizações de extrema-direita, e pela sua homofobia mais ou menos assumida. Não olha a leis para fazer valer os seus caprichos, sejam túneis sem estudos de impacte ambiental ou contratações de arquitectos da moda sem concursos públicos...
É mau demais para ser verdade, e é actualmente o presidente da câmara da cidade com os passeios mais cagados de Portugal. Segundo a maior parte da imprensa de hoje, ele é mesmo o próximo primeiro-ministro. A confirmar-se, repito, será o bater no fundo da democracia portuguesa, e quanto a Jorge Sampaio, poderá considerar-se politicamente morto e de má memória. Ainda está a tempo de impedir o desastre. Acorda Sampaio!
Boss
Boss
E se foge o Durão,
não há Santana que convença,
venha uma nova eleição,
para que a Democracia vença!
Boss
Boss
PORTUGUES@S ABRAM OS OLHOS !!!
Boss
Entretanto eis-me regressado da capital do império e ainda não tive tempo de pôr a blogagem em dia, responder a comentários, ler blogs etc.. e claro, contar tudo sobre o debate onde perdi a invisibilidade e o encontro onde ganhei carne e osso hastes! Bom, mas vai ter que ficar para amanhã, que hoje estou morto. Hoje que já é ontem.. whatever... Mas a combinação molas-soltas-de-sofás-paganianos + inter-cidades-por-la-tarde-toda + jogo-e-respectivos-festejos dão cabo de qualquer um. Isto para não falar do efeito de contágio da ociosidade-colectiva-lisboeta (LOL).
Vemo-nos depois de um bom sono,
Boss

Bebel Gilberto, albúm homónimo, num registo cristalino, limpo, claro...um regresso a uma bossa nova, que não se rende a fórmulas tradicionais, mas remistura-se e desdobra-se num certo chill out...excelente para quem gosta de lounjar (Lounging, "doing nothing": the kind of "reclining-in-the-sun" type leisure, which implies going to sleep or a near-sleep lounging state. In a way it is "wasting time", but not really, if you like it (if not, it is called boredom).). Ressalta pelo easy-listening (fica simpaticamente no ouvido e não nos massacra todo o dia, tipo canção comercial a passar em toda a parte e que já vomitamos e tentamos esquecer, mas ela entra na cabeça e não quer sair...é no sentido simpático que falo de easy listening e não no sentido vomitivo) acompanhado pela qualidade quer das letras quer das músicas. Neste albúm colaboraram Guy Sigsworth, Marius de Vries, Miucha, Daniel Jobim e Carlinhos Brown. Estou ansioso pelos remixes. Do Tanto Tempo que gosto muito, gostei mais ainda do Tanto Tempo Remixes... A ver vamos.
Bebel, palmas mais uma vez...
É editado pela excelente Ziriguiboom. Podem escutar excertos deste "fim de tarde de verão" no site da própria.
Pagan (ao som de Bebel)
Desconhecia a tradução de "Epistemologia do Armário" de Eve K. Sedgwick pela Angelus Novus. Um apetizer para quem lhe apetecer um ensaio sobre esse armário gigantesco e a cheirar a bolor, a Modernidade e como polariza público e privado, exterior e interior, sujeito e objecto. Vou ler, depois falamos.
Dei com os olhos hoje no "Novas Cartas Portuguesas" da Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta. Um dos textos (novela? romance? poema?manifesto? Tudo ao mesmo tempo!) mais célebres do feminismo em Portugal, dando origem ao célebre processo das 3 Marias, acusadas pelo regime anquilosado e periclitante, de pornografia. Um excerto esperando abrir o apetite também:
"minha ânsia banida do seu espanto
e o corpo aberto pelo ventre no mais agudo
golpe
em que me venho
semelhante por ti tomada não somente
que já te domo
e monto e te acrescento" (p. 268)
Um livro híbrido que chocou com a política dos genéros (literários e não só) desse enormissimo armário que cobriu o país e o dotou de um enorme pai da pátria, tão grande que empurrou um país para um armário. O coming out ainda está a acontecer. Mas cá se vai andado...
Pagan
- Qual acham que era a intenção de Beckham? Dar a bola ao filho ou uma bolada à mulher? Marcar o penalti não era de certeza (LOL)
- Será que se tivesse sido a Inglaterra a vencer o jogo, o Ericksson teria ido à bancada buscar uma bandeira sueca? Don't think so...
- Viram a classe de Postiga a marcar o penalti? (E o Maniche já agora). Espero que não me acusem de clubite por destacar o talento destes dois jogadores, é que foi mesmo perfeito, e eu não tenho culpa que partilhem a mesma escola...
- Espero ainda que haja a lucidez suficiente para não endeusar uma performance, a de Ricardo, que sendo melhor que a do seu homólogo inglês, não foi de forma alguma brilhante, 1 defesa em 6 possíveis é um score perfeitamente mediano.
Boss
O Sr. Karol Wojtila, um ancião polaco que dirige uma firma, declarou ao primeiro ministro de Espanha:
«Os Governos devem defender a vida, respeitar os direitos da família, de nascer e crescer num ambiente estável, em que as palavras "mãe e pai" possam ser ditas sem enganos»
Como diz e muitissimo bem o post do Carlos Esperança, como pode este autocrata, déspota, eleito por cardeais, mandar estes bitaites a um chefe de governo de um Estado de Direito?
Mais, eu não sou católico e como eu há muit@s portugues@s, espanholas/ois e europeias/eus. Quem é este senhor para dar orientações aos Estados? Será delirium tremens ou se for a sério, devemos rir? É que já nem sei... Mas, para mim, parece-me aquilo a que se chama conversa para boi dormir... E como é dito em La Mala Educacion: "Nesta época, a minha liberdade vale mais do que a vossa hipocrisia"
E sim, sim, vá lá rezar aos santinhos todos, para que não se cometa o apolicapse em Espanha: que duas pessoas que se amam, se possam unir, se assim o desejarem... independentemente do seu sexo!
Pagan
Estou a fazer uma espécie de sondagem Renas.O que vos vem à mente quando vêem a bandeira portuguesa?

Muito obrigado pelas respostas.
Pagan

Novo album da Björk, sai em finais de Agosto. Título: Medulla.
Medulla
(noun) m&-'d&-l& (plural: medullas or medullae)
the inner or deep part of an animal or plant structure

Pagan

Trata-se é claro da já célebre e mítica I Festa AgroPop-Art - Día do Orgullo Pailán, também conhecida como AgroParty da Galiza. Orgullo Pailán em galego do Sul será algo como "orgulho labrego" ou "orgulho saloio", prefiro labrego. O blogmillo, a blogosfera galega, está definitivamente de parabéns. Ao ler a crónica da Maria ou ao ver as fotos da festa, é impossível não sentir inveja por lá não ter estado. Foi certamente o festão do ano! A ideia é ultra-original, e a sua concretização, vê-se, foi xenial! Labrego forever! A mim, a quem já chamaram de «bicha pós-moderna de blog, com aspirações rurais», esta festa simplesmente apaixonou. Nem consigo acrescentar muito mais a isto, por favor sigam os links e importem a ideia o mais depressa possível. Sim o nosso debate promete ser ultra-cool, mas uma festa labrega é que rebentava com tudo, I must say. Mas não perco as esperanças, já se fala numa segunda edição, e se não me convidarem, pois faço-me convidado, tenho ruralidade mais que suficiente para isso. Quanto à imagem deste post, ela tenta recriar a genial t-shirt que o Cesare usou, e é também no mundo das marcas de máquinas agrícolas que encontro a "ideia de t-shirt" perfeita para mim, seria uma John Deere é claro!
Boss

E assim vai o duplo padrão sexual em Portugal... Casados, muito machos, muito heteros...mas quando ganha a equipa da bola, siga para o conde Redondo...
Pagan
Quem adivinhar, fica com ele para Presidente da sua própria Câmara. Pessoal do Pólo Sul, estão na boa para adivinhar... A sério!
Pagan
Mas preferimos esconder a cabeça na areia do que reparar nisto. Bem-vindos ao país das discriminações sexistas, da violência contra as mulheres, das propostas de quotas para barrar a entrada às mulheres à medicina, onde não se pode engravidar (porque se pode ser despedida) e nem se pode abortar (porque se pode ser julgada). Tudo graças à tacanhez, miopia social, desleixo e simples ignorância de quem nos governa e tem governado. E é por este país que todos gritam ou é simplesmente pela bola que entra na baliza?
Pagan

Boss

E por falar no Cesare, é já daqui a algumas horas que a selecção tuga defronta a selecção dos nuestros hermanos (será também a dos nosos irmáns?). O meu conselho é, vejam o jogo com calma, e se a coisa começar a dar para o torto, mudem de canal e vejam o Rússia - Grécia, que deverá contar com a presença de Aleksandr Kerzhakov, o "deus russo" que causou furor por essa blogayesfera fora...
Boss
Para o Hype@Meco (que no ano passado trouxe cá, my all time favorite, Miss Björk), o cartaz este ano é suculento:
-Peaches
-Moloko (Roisin, a fabulosa Roisin estará cá)
-The Matthew Herbert Big Band (also great)
-Jazzanova (YES!)
-Otto
- DJ Dolores
-Dubadelic Vibrations
-Yari
entre outros...14 horas de música electrónica...Podia ser melhor?
Tudo isto no dia 10 de Julho no Meco. Siga para lá.
Pagan

"I don't have to make a choice....I like girls and I like boys"
"I see you sitting stuffin' your face, why don't you stuff me up?"
Isto só para aguçar o apetite de quem não a conhece!
Eu vou! (E não é ao Rock in Rio...é mesmo ver a Pesseguita! "What else is in the teaches of Peaches? Like sex on the beaches")
Pagan
O país vai de carrinho
Vai de carrinho o país
Os falcões das avenidas
São os meninos nazis
Blusão de cabedal preto
Sapato de bico ou bota
Barulho de escape aberto
Lá vai o menino-mota
Gosta de passeio em grupo
No mercedes que o papá
Trouxe da Europa connosco
Até à Europa de cá
Despreza a ralé inteira
Como qualquer plutocrata
Às vezes sai para a rua
De corrente e de matraca
Se o Adolfo pudesse
Ressuscitar em Abril
Dançava a dança macabra
Com os meninos nazis
Depois mandava-os a todos
Com treze anos ou menos
Entrar na ordem teutónica
Combater os sarracenos
Os pretos, os comunistas
Os Índios, os turcomanos
Morram todos os hirsutos!
Fiquem só os arianos !
Chame-se o Bufallo Bill
Chegue aqui o Jaime Neves
Para recordar Wiriamu,
Mocumbura e Marracuene
Que a cruz gamada reclama
e novo o Grão-Capitão
Só os meninos nazis
Podem levar o pendão
Mas não se esquecam do tacho
Que o papá vos garantiu
Ao fazer voto perpétuo
De ir prà puta que o pariu
Letra de Zeca Afonso
Boss
Ora este parecer negativo, que rejeita alegações de homofobia, mostra bem o grau de imaturidade ao nível quer da cidadania de todas e todos, quer da importância que pode ter esta marcha para que algumas e alguns se consciencializem dos seus direitos políticos, que são independentes da sua orientação sexual.
A nossa Avenida da Liberdade é um lugar simbólico que associamos à importância de ser livre e igual em direitos. Ora a Marcha do Gay Pride é isso mesmo: é a exigência de um direito à esfera pública, do direito a exercer direitos, da vontade pública de proclamar "Não nos discriminam mais".
Ora, é claro que PSL não acha, nada isso. PSL declarou que autorizou que os LGBT se reunissem numa festa no Parque doCalhau, para onde ninguém queria ir, depois de terem escorraçado o Arraial da Praça do munícipio para cascos de rolha, onde nada se passa. E dirão que claro, sou eu que me estou a armar em vítima. Agora, não é esse o mesmo Santana Lopes que se proclama vítima da imprensa que devasta a sua vida amorosa? E como não entende o nosso direito a viver a nossa vida amorosa livremente e de expressar que estamos aqui com direitos?
Claro que ele não se acha da mesma laia que nós, até porque deve ter bebido da cartilha marialva de um PSD, que mistura os valores do liberalismo económico com essa cartilha conservadora do nacional-marialvismo, de que ele é um dos expoentes. Esse símbolo do marialvismo meio acanalhado e arrivista, com o gel gorduroso na cabeça e armado em conquistador de damas, acha-se no direito de dar parecer negativo, porque acha pouco importante. E certamente irrelevante. Ao contrário dos presidentes de câmara de muitas capitais europeias, que vêem no Gay Pride, cidadania, integração, oportunidade política, PSL prefere mandar as pessoas para as periferias simbólicas da cidade. Esperemos que @s LGBT se lembrem disto e o mandem para periferia eleitoral que ele merece.
Pagan
Recordo-me particularmente do seu sentido de humor, do seu espírito crítico e da sua capacidade analítica, reforçada pela profunda humanidade.
Para além de tudo que ele era, deixou duas filhas diferentes dos outros. As minhas queridas Rita e Joana. A Rita com quem partilho tudo o que me acontece, minha irmã e companheira de tudo de bom e de mau. Esta família (falta referir a fantástica "Mãe Luísa", a quem devo uma atenção especial) acolheu-me sempre como um dos deles. Sinto-me deles e senti esta morte como uma dos meus.
Até na morte, foi como em vida. O PCP homenageou um dos que lhe deu tudo. Taparam-se os altares com bandeiras, esconderam-se os santos com cravos, não se permitiram nem padres nem rezas. Foices, martelos e cravos vermelhos. Porque o Camarada Virgílio acreditava na Revolução. Sente-se o vazio que ele deixou, mas ficam as coisas que ele fez e disse. Pelo menos para mim, porque foram eles que me ajudaram a ver melhor as injustiças, as desigualdades, a exploração, a alienação.
A ele, quero deixar aqui o meu obrigado. Por o ter conhecido e por tudo o que ele foi. E da imensa falta que já está a fazer. A ele, só posso dizer: "O Povo Unido jamais será vencido!" A elas, que ficaram sem ele, o meu carinho e tudo o que precisarem. Até amanhã, camarada.
Pagan
Mas o propósito deste post não é dar a tradução de ageism, mas antes a de denunciar um exemplo perfeito deste tipo de discriminação negativa. Refiro-me ao novo anúncio da Galp que começa com dois velhos sentados numa bancada, e que trocam entre si previsões pouco optimistas sobre o futuro da selecção portuguesa. Em seguida ouve-se uma voz que diz «menos por menos dá mais», ao mesmo tempo que dois sinais negativos surgem ao lado de cada um dos velhos, avançando o anúncio para uma série de cenas de festa só com gente jovem e gira, os "mais". Ou seja, a mensagem do anúncio vai muito para além da exploração da já gasta ideia do "velho do Restelo", a mensagem que passa é muito claramente a de que os velhos são os menos, os zero, os sem interesse; e os jovens são os mais, os que contam. Chamar-lhe "anúncio de mau gosto" é pouco, é ageism puro e duro.
Mas já que o assunto é publicidade, termino com um exemplo mais feliz. Já tinha lido no Bi the Way e hoje vi o anúncio aos pneus BFGoodrich, o que tem piada é mesmo o slogan: «Fun is not a straight line.»
Boss
PS: Ainda nesta temática, alguém por aí sabe onde encontrar uma boa imagem digitalizada do anúncio aos relógios Sector que tem uma foto do Shevchenko em pêlo?
Pagan

Boss
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Ora os principais argumentos usados no texto podem resumir-se a:
1. Há 50% de mulheres na profissão médica (apesar de se concentrarem em determinadas especialidades e desta paridade não se estender às posições de chefia)
2. Esse "excesso" conduziu a profundas alterações no modo de vivenciar a profissão, que em muitos casos, passou a ser exercida em part-time;
3. Aumentar os numerus clausus poderia alterar a situação, caso contrário, sigamos para a quota de homens
Bem, parecem-me existir aqui algumas falácias como a de supor em primeiro lugar, a existência de uma vocação. Ora vocação parece.me linguagem muito freirática e clerical. E desresponsabilizadora do papel dos centros de formação na qualidade profissional d@s médic@s que formam. Será que é necessária vocação para se ser empregad@ doméstica, juiz/a, presidente da república? Então porque carga de água é que é necessária uma vocação sagrada para se ser médic@?
A atribuição de responsabilidades à maternidade e às licenças de parentalidade (sei que este não é o termo adequado) exime quer os homens, quer o sistema de guarda de menores de toda e qualquer responsabilidade face a uma política efectiva de conciliação.
A desvalorização das profissionais por via de uma mera condição sexual (há muitas mulheres neste texto e poucas médicas) também me parece perturbadora, por considerar essa condição de pertença de partida mais importante que a condição de pertença profissional. Até me lembrei das teses clássicas dos úteros flutuantes, que andavam a cirandar corpo a fora, impedindo a racionalidade. Claro só para as mulheres.
Sem mais explicações. Ora se se cita ciência, implica que se conheça mais do que uma das perspectivas do debate. Que tal ir a um já-clássico Bourdieu, que vai explicar as razões, pelas quais, mulheres em posições de elite continuem a ser discriminadas? É que, e isto também é ciência, identificou-se um sistema de dominação masculina, que satura de significados masculinos o espaço público e se projecta nos indíviduos, atribuindo-lhes "destinos" expectáveis (determinados pontos de chegada na hierarquia social) regidos de acordo com as pertenças a grupos de sexo. As mulheres mais família, mais emoções e os homens mais posições de liderança, mais esfera pública, mais razão. É que não podemos apenas diagnosticar, sem explicar. Não devemos, os académicos e os outros, procurar explicações?
Isto é dizer que mais uma vez, o nível de atribuição de responsabilidade para este fenómeno está francamente escamoteado, sendo que há um capital de responsabilidade quer do estado, quer da sociedade, em alterar esta máquina simbólica androcêntrica, legitimada pela força do óbvio.
Quanto às medidas de acção afirmativa, elas podem ser usadas temporariamente para corrigir situações de desigualdade de acesso de determinados grupos, e a meu ver, e no nomeadamente no plano da desigualdade entre os sexos, quando enquadradas em projectos de sociedade, como é o da democracia paritária. Ora as provas de acesso ao ensino superior pretendem equalizar a situação d@s candidat@s, por via de provas de mérito académico. Será que poderemos acreditar que, na área das ciências, as raparigas são muito mais estimuladas que os rapazes pelo sistema? E que o ensino secundário as privilegia a tal ponto, que eles se encontrem numa posição desigual face a elas?
Não me parece de todo e sem este pressuposto de base, as quotas não fazem sentido algum. O que é escamoteado neste tipo de debates é que os rapazes têm uma muito maior facilidade em vender a sua força de trabalho, mesmo que não especialmente qualificada do que as raparigas, mesmo quando estas são qualificadas. Onde está essa constatção neste texto? Não existe. Usa-se aqui o pior dos princípios, que é retirar o mérito às que conseguem lá chegar e que fazem a sua licenciatura e os passos necessários à profissionalização, redundando-as num "Não serve, porque vai ser mãe".
Este falso problema, diagnosticado de maneira machista, porque centrado na condição de pertença sexual para justificar uma discriminação, evidencia bem a força desta simbólica que determina que certas pessoas estejam ao fogão e outras a liderar. E volta a reforçar a ideia de que é preciso alterar profundamente o sistema, isso sim, mas por forma a contribuir para que todas e todos possam ter as mesmas oportunidades para desenvolver um projecto de vida e não para perpetuar uma situação de discriminação.
Ainda que esse projecto de vida passe por ficar em casa, a cuidar. Independentemente do sexo de quem o escolhe.
Pagan

Noutro plano de análise (mais estético), a destacar o jogador russo Aleksandr Kerzhakov que quase me fez esquecer a não vinda do ucraniano Shevchenko (aka Sheva) a este Europeu.. Espero que em breve lhe sejam atribuídas duas Bolas de Ouro, e já agora também ao Sheva, que não veio, mas merece na mesma...
Boss
Tudo isto e muito mais poderás ficar a saber ao ler este interessantíssimo artigo. Por exemplo, a importância da influência ocidental para fomentar o nascimento e crescimento da onda de homofobia homicida que se vive no mundo islâmico actual, e a coragem de algumas pessoas que dão luta, e sentem que a sua sexualidade não é incompatível com a sua religião, como os fundadores do grupo Al-Fatiha. E quando falo em coragem, é coragem mesmo. As ameaças de morte são constantes e a história dos grupos semelhantes que antecederam o Al-Fatiha provam que as ameaças são a sério. O artigo é longo mas vale bem o teu tempo.
Boss
PS: Nunca sei se trate @s leitor@s por "tu", "vós", "você"... É como apetece em cada post, mas sente-te livre de opinar sobre o assunto..
Boss

Pois para mim, e depois de uma análise atenta às onze fotografias, ganham os moços retratados em cima. O casal de betinhos-teen à direita é muito simpático. Gosto deles porque parecem simplesmente um casal feliz, tem o tal ar beto, mas nada de mais, não complicam, não têm escrito na testa a "tribo" a que pertecem.. Inspiram felicidade e juventude, é tudo. Quanto ao homem da esquerda.. bem, basta ignorar a t-shirt azeiteira para ver ali um futuro marido, e mai' nada!
Boss
Lembremos as tristes figuras do movimento anti-escolha, que agora face a mais um VERGONHOSO julgamento, continuam o seu policiamento das sexualidades e das escolhas dos outros. Ignorando, ou fingindo que ignoram, que a sua posição apela a que estas mulheres vejam a sua vida devassada em prol de vidas que ainda não foram vividas. O 3º julgamento da vergonha decorreu em Setúbal e tem nova sessão marcada para a semana. Quando nos prenderão a todos? Quando irão perceber que crime é fazerem isto às pessoas?
Salientam-se mais excessos por parte da investigação, como escutas telefónicas, para um crime como o aborto. MAs em que IDADE DAS TREVAS vivemos?
E que futuro damos às mulheres e homens portugueses? Sem educação sexual, sem verdadeiras políticas de conciliação trabalho-família, com riscos de despedimento ou ameaças a mulheres que engravidam e sem despenalização do aborto? E quando é que se fala nisto? E quando é que se muda isto?
E ninguém se mexe? E está tudo a ver a bola? E é esta bela merda de país que temos?
Pagan

Boss
Boss
Há já largo tempo que não ouvia o programa da Antena 3 (rádio pública nacional) "Prova Oral". A Antena 3 é uma rádio de que gosto bastante, não tem publicidade e passa música muito boa, don't need more. Mas não há bela sem senão, e o "senão" da Antena 3 é o referido programa. A Rita Mendes até é simpática e tem piada, o Gonçalo Castro costuma fazer comentários pertinentes e informados, mas depois tem o Fernando Alvim com todas as piadinhas machistas-teen e homofóbicas-teen que isso implica.
O programa de ontem era sobre «Que leis criavas ou abolias?», primeira sugestão do Alvim: "as mulheres no Verão deviam ser obrigadas a usar mini-saia". Ao que a Rita replicou que nesse caso os homens deviam ser obrigados a usar kilt. "Não será isso demasiado abichanado?" - pergunta do Alvim. Sim tudo isto acontece numa rádio pública e nacional.
Depois desta abertura brilhante o que devia ter feito era mudar de emissora, que é aliás o que costumo fazer às 19h, da Antena 3 para a Rádio Universitária do Minho. Mas como ontem até estava em frente ao computador àquela hora, não resisti a tentar subir o nível de discussão do programa, e mandei o meu bitaite (com um comentário no respectivo blog): «Lei a alterar: a lei do casamento civil Esta lei é anti-constitucional, a constituição determina que não haja discriminações com base no sexo ou orientação sexual, assim o casamento deveria ser um contrato social entre 2 pessoas, independentemente do seu sexo ou orientação sexual. Eu também pago impostos, sou um cidadão como os outros, exijo ter os mesmos direitos! Boss | Email | Homepage | 06.14.04 - 7:21 pm |»
Como referiu já a Sara, um ouvinte que estava no ar de imediato chamou-me de "invertido", a apresentadora ainda tentou disfarçar, com "divertido", mas o ouvinte insistiu, o Alvim riu, e voltaram ao assunto anterior. Segunda boa altura para mudar de emissora, mas não resisti, e novo bitaite: «oh q piadinha linda a do invertido.. nem todos os gays andam a fazer o pino o tempo todo.. parabéns ao Paulo que percebe muito de política e até chama presidente ao Gueterres, muito bem! Fernando, uma vez mais parabéns pelas risadinhas homofóbicas, cada vez te tenho em melhor conta pá! Boss | Email | Homepage | 06.14.04 - 7:29 pm |»
E mais outro: «Outra lei a criar é a lei anti-homofobia, como a que foi aprovada em França há pouco tempo. Por exemplo se essa lei já existisse o Paulo não teria dito o que disse sem no mínimo levar com uma multa em cima. Se em vez de piadinha homofóbica tivesse feito uma piadinha racista, o Paulo teria sido imediatamente retirado do ar e bem. Como não foi, com os gays pode-se gozar à vontade na Antena 3, o Paulo continuou no ar, contando com as risadinhas e o apoio dos apresentadores do programa que definitivamente deixarei de ouvir. Boss | Email | Homepage | 06.14.04 - 7:33 pm |»
Os comentários foram lidos no ar, e como resposta ouvi Rita e Alvim a negarem qualquer tipo de homofobia, e que naquele programa não havia censuras, falava-se sobre tudo, não havia tabus...
Concordo inteiramente que o primeiro erro foi meu, o de ouvir semelhante programa, e o de levar para lá temas cuja seriedade e importância não estão ao alcance dos dois apresentadores. A visibilidade não pode ser obtida a qualquer custo, ou em qualquer meio. E definitivamente a "Prova Oral" é um péssimo meio para se discutir o que quer que seja de sério ou importante.
Mas não deixa de ser preocupante que numa rádio nacional e pública (paga com os nossos impostos) e dirigida à camada mais jovem da população, os machismozinhos e as homofobiazinhas proliferem com tanto à vontade. Eu acho muito bem que na Antena 3 se fale sobre tudo, e a homofobia é um excelente tema. Mas há uma brutal diferença entre falar sobre tudo e falar tudo e de qualquer maneira. Fale-se de homofobia o mais possível, mas por favor, calem as homofobias. Se proferir insultos homofóbicos ou deixar proferi-los é "não ter tabus"... enfim. Diriam o mesmo e agiriam da mesma forma complacente com alguém que para lá ligasse a insultar os negros ou os judeus por exemplo?
Melhor nem esperar pela resposta, melhor mesmo não voltar a ouvir.
Boss
PS: Um debate a sério, e sério, sobre o casamento entre homossexuais, terá lugar na 5ª feira pelas 21:30 no Centro Comunitário Gay e Lésbico de Lisboa, mais pormenores aqui.

Tal como o André adorei a cena do parque, em que um Tom of Finland confessa ainda viver com os papás, «say "hi" to mummy and daddy». E tal como o Pedro achei a cena final absolutamente divina. Assim sendo, o episódio de hoje, no novo horário das 23h, não deve ser perdido por nada. Don't forget it!
Boss
Boss
Ou seja, nada de substancial mudará nos próximos tempos na política nacional... Os bons polícias continuarão a ser mandados para o degredo, e os maus polícias serão promovidos. E tudo passará como se fosse a mais natural coisa do mundo, ou de Portugal.. e o pior é que é mesmo. Universidades douradas, apitos modernos, descansem, tudo continuará como dantes.. foram só sustos.
E a comunicação social? Está a ver o Euro! E a população? Está na praia a ver o Euro! E o único "crachat de ouro" da PJ ainda no activo? A ver o Euro também, mas em Cabo Verde!!!
Boss
PS: Entretanto Avelino Ferreira Torres já avisou: «para julgar casos destes deviam ser escolhidas pessoas com mais maturidade, que não se deixem impressionar pelos media». Parece que já estou a ver um colectivo de juízes a caminho de Timor-Leste...
Boss
Pagan
As manipulações discursivas da FORCA a usarem a abstenção quase como votos na própria FORCA... apesar de ser completamente ilógico.
Mas so what? Correm sério risco de levarem a sova da vida... FORCA para eles....
Pagan
Lembro-me quando ia com a minha avó ou com os meus pais votar, de os ver entrar para aquele espaço mágico, onde secretamente exerciam o seu direito de voto e pensar..."que louco! também quero!". E depois perguntava sempre onde tinham votado, em público e em alto, ao que me respondiam "o voto é secreto". É claro que em casa diziam. Mas não ali. E eu ficava completamente fascinado com esta cerimónia, quase iniciática ao mundo da democracia.
Entretanto falavam-me de como era noutros tempos, nos tempos do fascismo, em que o boletim de voto podia já trazer uma cruz, ou em que votos eram anulados, descontados, rasgados, and so on. Como se fosse um dos maiores desrespeitos pela individualidade e pela democracia.
Quando comecei a votar, não cabia em mim de contente. Ainda hoje vivencio esse prazer, de me sentir cidadão com responsabilidades políticas. Votar sempre me fez sentir adulto. Juntamente com as manifestações, acho o voto a coisa mais bela da democracia. É dar o poder de escolha ao povo, chave da soberania, de onde emanam todos os outros poderes. Votar é o nosso poder.
Pagan

Votar é para mim um enorme prazer, sempre adorei votar, gosto de tudo. Chegar à Junta cumprimentar os conhecidos que passam, trocar alguns comentários, sentir o pulso à coisa, pegar no papelinho, ir atrás das cortinas, fazer logo a cruzinha mal tope o "meu quadrado", e só depois ler toda a lista de partidos com calma (manias..). E então sim, chegar à beira da urna e introduzir o meu voto, a minha opinião, a minha vontade, a minha esperança enfim. Adoro votar. Por isso me custa tanto perceber as (não) motivações de quem não vota. Diz o João Tilly que não vota por não acreditar em nenhum político. Mas nesse caso e que tal um voto branco, ou mesmo nulo? Essa parece-me ser a fórmula ideal de se mostrar que não se gosta de nenhum candidato, mas que se acredita ainda no sistema democrático. Não votar é simplesmente borrifar para tudo, é não dizer, não fazer, não opinar, não nada. Não votar é não existir enquanto eleitor.
Que importa se esse é o comportamento da maioria? E que maioria é essa? Uns na praia, outros no hospital, outros mortos, outros a ver a bola, outros que perderam o cartão de eleitor... Não se retira nada daqui, não se aprende nada com a abstenção...
Assim sendo, vou vestir-me e sair para votar. Hoje, ao contrário do que é hábito, não votei logo pela manhã, pode ser que outros costumes eleitorais (resultados por exemplo) sejam abalados hoje... Como diz a Sara: A cruz é a salvação!
Boss
Uma frase que me ficou na memória e que parece ser fulcral para este filme: «A minha liberdade é mais valorizada que a sua hipocrisia»...ou algo como isto. Definitivamente essencial.
Pagan

Boss
PS: Ao leitor menos atento às questões da bola este post poderá parecer algo ordinário, mas garanto que não é. Isto é linguagem técnica, linguagem de bola, prometo em todo caso voltar em breve à linguagem apaneleirada a que já vos habituamos. Foda-se, caralho!
PS2: Vamos todos fazer uma enorme fogueira com as bandeiras todas, e metemos lá no meio o Scolari e o Madaíl, bora?
PS3: O grego que vem para a verdadeira selecção nacional, o FCP, é o Seitaridis, grande jogador! Scolari ladrão!!!!!
PS4: Acrescentei uma imagem ao post, hoje também eu sou grego! E que saudades de estar na praia de Kyparissia...
PS5: Como sempre, 100% de acordo com o Bruno.
Misturar bola, nacionalismos, releituras heróicas da história, identidade "lusa" (este mito dos lusos sempre me aterrorizou) parece-me francamente mau. Teremos assim tanta necessidade de recorrer ao passadismo das supostas glórias de outrora? Para falar de futebol? É que se perde um pouco a noção da dimensão quando se fala de futebol. Hoje quis tomar um café e não havia um único sítio sem bandeiras ou televisão aos gritos. A V. disse-me o mesmo ao telefone: "HELP! Bola e bandeiras everywhere!"
Não é o consenso que torna esta situação mais aceitável, é que sentimo-nos outcasted (falo de mim e dela, como exemplos de pessoas que não gostam de bandeiras nem de bola), quando há uma euforia colectiva hegemonizante em torno de valores em que não acreditamos. E estará a cidade pronta a acolher quem se enfada com estes valores? Anyway...
Bem e agora apetece-me ir beber um chá do Sri Lanka, com a minha melhor amiga (francesa-colombiana), discutir Clarice Lispector e ignorarmos que a cidade celebra furiosamente os seus heróis e as suas bandeiras.
Pagan
P.S.: E não, as bandeiras não são expoentes máximos de nenhuma identidade lusa. E sim, esta frase é digna de um livro de leitura do Estado Novo.
Boss

Drocas

Boss

Comunicado do PPM (Partido Popular Monárquico), enviado à Agência Lusa, e reproduzido por essa blogosfera fora.
A primeira pergunta que fiz a mim mesmo foi: «Terão eles noção do disparate?». E a resposta a que cheguei foi positiva. Como micro-partido que é, só com uma polémica o PPM conseguiria ter tempo de antena para além do estipulado pela lei, e a verdade é que este comunicado já foi reproduzido em variadíssimos meios de comunicação social. Por mais disparatado e insensível que ele pareça à maioria das pessoas, haverá sempre quem concorde com o dito, e quando o objectivo é ter meia dúzia de votos (literalmente) qualquer tipo de publicidade é boa. E esta foi a forma que o PPM arranjou de lembrar ao eleitorado português que ainda existe, e que é o partido da forca original.
Boss
Almeida Rodrigues, comandante da Polícia Municipal de Lisboa à TSF.
O pior é que repetiu mesmo: «Se continuarmos só com música africana, vai chamar mais africanos para esse local, logo vai trazer mais problemas, em princípio.»
É assim que se aproveita o Euro 2004, e a enorme exposição mediática do país, para melhorar a imagem de Portugal lá fora?
Boss
Entretanto em França o governo dá uma no cravo e outra na ferradura. Se por um lado legisla contra a homofobia, colocando-a (e bem) no mesmo plano que o racismo, por outro acciona mecanismos legais com o intuito de penalizar Noël Mamère, o autarca que celebrou o primeiro casamento civil homossexual por terras gaulesas.
Por cá a imprensa praticamente ignorou os casamentos dos Estados Unidos, deu pouquíssima importância ao caso francês, e estou para ver que desculpa vão arranjar quando o processo se iniciar em Espanha, como já garantiu Zapatero. Mas não se pense que os políticos homófobos portugueses dormem à sombra do silêncio da nossa comunicação social. E pouco depois da alteração do artigo 13º da Constituição Portuguesa, uma série de deputados da nação escreveu uma declaração onde é dito, resumidamente, que apesar de terem votado favoravelmente à alteração da Constituição, estão ferozmente contra a aplicação desse mesmo princípio. Os argumentos são os do costume, e os mesmos já usados no passado com intuitos racistas.
Dada a suspensão da campanha eleitoral, e apesar desta declaração não estar directamente relacionada com as eleições de Domingo, decidi publicar a dita declaração na forma enterrada, e reduzir o meu comentário ao realce de algumas partes do texto... Além disso o Miguel já disse quase tudo o que haveria para dizer. Algo mais que queira acrescentar ou comunicar às deputadas e deputados, pode fazê-lo através do endereço de e-mail que segue junto ao nome dos signatários.
Boss
[Nota: Este post não seria possível sem a ajuda do João, obrigado.]
Por razões de natureza histórica e de vivência colectiva, vem no n.º 2 do mesmo artigo 13.º, de forma exemplificativa e não taxativa, indicar afloramentos desse mesmo princípio de igualdade. Ao referir as circunstâncias concretas que levam a identificar determinado indivíduo, o n.º 2 do artigo 13.º não concede qualquer direito que vá para além do estabelecido no n.º 1. Veio agora a ser aditado ao referido n.º 2 a "orientação sexual" como causa específica de não descriminação, inciso constitucional que se afirma, aos Deputados signatários, como redundante, por nada aditar ao já mencionado no n.º 1. Ao invés, pode mesmo, criar alguma confusão que importa remover.
A dignidade do ser humano, o respeito e a tutela dessa dignidade traz, ao poder legislativo, deveres axiológicos que hão-de ter expressão na Lei. Do relativismo de valores que cada sociedade pode ditar, foge necessariamente o consignado em sede de direitos fundamentais. Estes estão acima e impõem-se às vontades políticas e conjunturais, porque se fundamentam na natureza e esta não é alterada por via da Lei.
É certo que, ciclicamente, surgem correntes de opinião, cuja vertigem última distorce a própria natureza humana, mas que em nada têm contribuído para a prossecução da dignidade, destruindo pontualmente homens, mulheres, valores e, em geral, carregam consigo a degradação ética de gerações. A história mostra bem como e quando ocorreram.
A Lei fundamental de um País, de um Povo, é seguramente a Constituição. Ao legislador constituinte impõe-se uma responsabilidade acrescida, por ser desse normativo que deriva a lei ordinária. A Constituição é a verdadeira "Cartilha" do Povo e do Poder. Os deveres pessoais e sociais hão-de ser plasmados em conceitos que respeitem a natureza e recebam amplo acolhimento do Povo.
Ora, vem o artigo 13.º, n.º 2, da Constituição estatuir, entre outros itens, que "ninguém pode ser privado de qualquer direito ou isento de dever em razão da orientação sexual". Ao apresentar este voto, os Deputados subscritores entendem ser seu dever esclarecer qual o juízo sobre tal alteração. A saber:
1.º - Não se cria aqui qualquer protecção ou concessão de direito que por virtude de orientação sexual possa suprir ou oferecer o que a natureza não confere.
2.º - Institutos jurídicos, de secular formação, onde a complementaridade sexual entre homem e mulher são exigidos, não claudicam perante tal afirmação de igualdade (artigo 13.º, n.º 2).
3.º - Estão entre estes institutos jurídicos o casamento e a adopção, cujos superiores interesses e pressupostos de facto não se compaginam com orientações sexuais que perfilhem a homossexualidade como forma de vida.
4.º - Ao aprovar tal disposição, o legislador constituinte não vem alterar as leis naturais do casamento e da filiação, nomeadamente no seu modelo de adopção.
5.º - Este inciso apenas é o transpor para a ordem interna do consignado no Tratado de Amesterdão, e na vasta jurisprudência firmada nesse sentido, a qual é também bem esclarecedora na negação do direito ao casamento e à adopção por homossexuais.
6.º - O princípio da igualdade tem também por corolário que se trata de forma desigual o que é diferente.
7º - Os partidos da maioria, a cuja bancada pertencemos, têm, em 30 anos de história ideológica e política, afirmado convictamente o casamento como expressão de uma relação entre um homem e uma mulher, figuras parentais, que contribuem para o saudável crescimento de filhos.
8.º - Tendo, nesta legislatura, sido aprovada uma lei de adopção, onde estão claros os princípios acima referidos, não se torne, por virtude desta alteração à Constituição, aquela Lei como inconstitucional.
9.º - Também esta formulação do artigo 13.º, n.º 2, não pode remover do Código Penal os artigos 172.º e 173.º - relativos ao abuso sexual de menores.
10.º - De olhos postos naqueles que nos elegeram, estamos convictos de que lhes é devido este nosso modesto tributo, o qual mais não é do que aclarar a vontade do legislador constituinte nesta revisão ordinária em que participamos, e, acima de tudo, o reafirmar dos direitos fundamentais que não sacrificamos mas sempre defenderemos.
Os Deputados do PSD,
Nome (círculo eleitoral, data de nascimento, 'profissão') - endereço de e-mail
Abílio Almeida Costa (c.e. - Porto, n. 13-06-1941, empresário) - abíliocosta@psd.parlamento.pt
Maria Isilda Pegado (c.e. - Lisboa, n. 11-08-1958, advogada) - ipegado@psd.parlamento.pt
Rui Gomes da Silva (c.e. - Lisboa, n. 23-08-1958, advogado) - rgsilva@psd.parlamento.pt
José Manuel Álvares da Costa e Oliveira (c.e. - Lisboa, n. 23-07-1949, engenheiro técnico agrário) - costaoliveira@psd.parlamento.pt
José Manuel Pereira da Costa (c.e. - Lisboa, n. 12-05-1959, advogado) - gp_psd@psd.parlamento.pt
Bernardino da Costa Pereira (c.e. - Porto, n. 11-09-1940, economista-empresário) - bcp@psd.parlamento.pt
António Carlos Sousa Pinto (c.e. - Porto, n. 04-12-1962, advogado) - gp_psd@psd.parlamento.pt
Carlos Alberto Rodrigues (c.e. - Madeira, n. 27-04-1972, gestor) - crodrigues@psd.parlamento.pt
José António Bessa Guerra (c.e- Vila Real, n. 24-08-1964, engenheiro electrotécnico - telecomunicações) - jabguerra@psd.parlamento.pt
Rui Miguel Lopes Martins Mendes Ribeiro (c.e. - Braga, n. 10-09-1964, professor universitário) - rmribeiro@psd.parlamento.pt
António Henriques de Pinho Cardão (c.e - Porto, n. 31-05-1943, economista (aposentado)) - p.cardao@psd.parlamento.pt
José Manuel dos Santos Alves (c.e - Coimbra, n. 07-12-1961, jurista) - jmalves@psd.parlamento.pt
José António Sousa e Silva (c.e. - Leiria, n. 17-01-1955, médico) - jasilva@psd.parlamento.pt
José Miguel Gonçalves Miranda (c.e. - Bragança, n. 23-10-1972, consultor) - mmiranda@psd.parlamento.pt
Paulo Batista dos Santos (c.e. - Leiria, n. 03-12-1968, gestor de empresas) - pbsantos@psd.parlamento.pt
João Carlos Barreiras Duarte (c.e. - Leiria, n. 22-10-1964, administrador) - jbduarte@psd.parlamento.pt
António da Silva Pinto de Nazaré Pereira (c.e. - Bragança, n. 17-12-1953, professor catedrático) - anazare@psd.parlamento.pt
Maria João Fonseca (c.e. - Porto, n. 08-04-1972, economista) - gp_psd@psd.parlamento.pt
Henrique José Monteiro Chaves (c.e. - Lisboa, n. 16-04-1951, advogado) - hchaves@psd.parlamento.pt
Daniel Miguel Rebelo (c.e. - Leiria, n. 24-12-1975, economista) - danielrebelo@psd.parlamento.pt
António Fernando de Pina Marques (c.e. - Aveiro, n. 10-02-1957, professor) - pinamarques@psd.parlamento.pt
António Manuel da Cruz Silva (c.e. - Aveiro, n. 23-05-1943, industrial) - acsilva@psd.parlamento.pt
Eugénio Fernando de Sá Cerqueira Marinho (c.e. - Braga, n. 13-06-1954(?), advogado) - emarinho@psd.parlamento.pt
Diogo Sousa Almeida da Luz (c.e. - Porto, n. 20-04-1936, engenheiro mecânico) - diogoluz@psd.parlamento.pt
Luis Álvaro Barbosa de Campos Ferreira (c.e. - Viana do Castelo, n. 16-11-1961, gestor) - luiscf@psd.parlamento.pt
João José Gago Horta (c.e. - Faro, n. 11-11-1943, empresário) - joaohorta@psd.parlamento.pt
Luis Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves (c.e. - Aveiro, n. 16-02-1973, jurista) - luismontenegro@psd.parlamento.pt
Isménia Aurora Salgado dos Anjos Vieira Franco - (c.e. - Aveiro, n. 07-02-1946, funcionária pública) - ismenia@psd.parlamento.pt
Gonçalo Miguel Lopes Breda Marques (c.e. - Aveiro, n. 07-09-1970, empresário) - sem contacto
Luis Cirilo Amorim de Campos Carvalho (c.e. - Braga, n. 20-10-1959, bancário) - gp_psd@psd.parlamento.pt
Maria Goreti Sá Maia da Costa Machado (c.e. - Braga, n. 15-10-1952, professora do ensino secundário) - goretimachado@psd.parlamento.pt
Manuel Filipe Correia de Jesus (c.e. - Madeira, n. 16-12-1941, professor universitário;advogado) - cjesus@psd.parlamento.pt
Joaquim Carlos Vasconcelos da Ponte (c.e. - Açores, n. 06-06-1956, farmacêutico) - jponte@psd.parlamento.pt
Joaquim Miguel Parelho Pimenta Raimundo (c.e. - Évora, n. 24-09-1960, advogado) - raimundo@psd.parlamento.pt
Maria Natália Guterres Viegas Carrascalão (c.e. - Faro, n. 24-12-1952, relações públicas e assessoria pessoal) - nataliac@psd.parlamento.pt
António Maria Almeida Braga Pinheiro Torres (c.e. - Braga, n. 11-04-1962, advogado) - pinheirotorres@psd.parlamento.pt
mais oito assinaturas»
Estão bem um para o outro! E já agora o que será a maioria sexual ortodoxa? Os que praticam exclusivamente posição de missionário?
Pagan
Quanto aos blinks abrirem numa nova janela, como já pediram vári@s leitor@s, tenho que pedir ajuda ao BP e Jonsi, desde já obrigado pela resposta rapazes.
Boss
Boss
Vamos todos votar no dia 13. É mesmo fundamental o voto de tod@s, em vez de ficarem a ver a bola, ou na praia. Não queremos 70% de abstenção. PLEASE!
Como diria Miss Spivak: Se não tomamos uma posição, as posições são tomadas contra a nossa vontade!
Por isso, e agora apelando à consciência política, votemos e não deixemos isto cair no marasmo político, económico e especialmente SOCIAL em que temos caído nos últimos tempos, graças à coligação FORCA PORTUGAL. Mostrem aos senhores da FORCA que não andamos parvos, nem estamos a dormir e nem sequer somos zombies. Libertemo-nos da FORCA! Já, a começar nas Europeias. FORA COM A FORCA!
Pagan
Boss
Boss
PS: Se pensarem que esta ideia de "uma janela, uma bandeira" foi lançada por Scolari, admirador confesso de Pinochet, talvez não pareça assim tão absurda esta teoria...
Agora imagine Rodrigo se eu me sentisse um pouco heterofóbico de cada vez que visse um homem e uma mulher a abraçarem-se e beijarem-se ostensivamente, sem olharem para as crianças de 6 anos atrás de si. Acho que já há muito tempo teria seguido a estratégia Bowling for Columbine, tal seria a fobia..
Uma pergunta sincera: acha mesmo que a referida criança ficou tão abismada quanto o Rodrigo?
Boss
1) desde logo há uma enorme incongruência, uma selecção assume-se como o conjunto dos melhores jogadores de um país, ora Vítor Baía não foi convocado para nenhuma selecção, que me lembre ele é português, logo Portugal se calhar afinal não participa..
2) uma vitória "portuguesa" faria com que este país entrasse numa euforia semelhante a um chuto (não na bola, mas na veia mesmo) e consequente ressaca. Pelo meio, os males do país, incluindo o seu governo, seriam esquecidos e no final veríamos que afinal nada mudou, e a ressaca/depressão seria ainda maior que a de agora..
3) na selecção dita "portuguesa" existe um enorme déficit de beleza e sex appeal...
4) se a selecção "portuguesa" não for logo eliminada, haverá outra que o será e Portugal perde desde logo uma série de turistas desse país, alguns potencialmente giros..
5) o primeiro adversário de "Portugal" veste azul e branco.
Bom, reconheço que na hora do jogo o mais certo é torcer e sofrer com a selecção controlada pelo mister Xocolary, mas a razão diz-me para evitar esse tipo de comportamentos... Allez les Bleus!
Boss
Manás: fiquem com o oceano, mas libertem o pavilhão!
Mais vale um maná a nadar, que uma Madonna a cancelar!
A Nucha já é vossa, dêem-nos a Madonna!
Liberdade religiosa é para tod@s, deixem-nos louvar a nossa deusa!
The Reindeer Gang
Boss
PS: Já me bastou (e custou) ter cedido aos caprichos d@s leitor@s desta casa ao apagar as "perspectivas gay da realidade". Agora de castigo levam com a Marcha em cima!
Quem estiver decepcionado com este provável cancelamento da vinda de Madonna a Portugal, pode sempre passar pelo Hinário da igreja maná, e ouvir temas de sucesso como "A Palavra está operando em mim" ou "Tu és digno grande Jeová", para compensar a desilusão...
Boss

Boss

A série é inspirada no livro de Sarah Waters, e no que toca ao protagonismo dado a um relacionamento lésbico, só a "Oranges are not the only fruit" lhe é comparável na TV britânica. Televisão essa que assiste a um verdadeiro boom de personagens LGBT, até custa a crer que foi há tão pouco tempo (30 de Agosto de 1996) que o tablóide The Sun publicou a manchete: «GET THIS FILTH OFF OUR SCREENS» a propósito do primeiro beijo homossexual a passar no horário nobre do Reino Unido. O beijo só durou meio segundo mas foi o bastante para lançar a polémica, e despertar homofobias. Mas com o passar do tempo, e sobretudo com o aumento da duração dos beijos, e do número de personagens LGBT, os ânimos serenaram, e já ninguém se surpreende ao ver um homem dizer que está apaixonado por outro, nos ecrãs ingleses. Quando será a vez das novelas da TVI?
Boss
Em boa verdade um voto calado, ou seja, um "não-voto" no Domingo, não é uma verdadeira "não-opinião". Nestas eleições não votar é claramente fazer o jogo de quem nos governa enforca actualmente, cada "não-voto" vale mais ou menos "meio-voto" na coligação "Paulo Portas & Cª." E isto porquê? Porque aqueles que não votam se calhar até acham que as coisas estão más, mas não a ponto de se deslocarem a uma assembleia de voto. Se calhar acham estes (des)governantes maus, mas acham que os outros não seriam melhores, tal como os actuais querem que pensemos. Mas estes (des)governantes não são maus, são péssimos, e dificilmente alguém poderia fazer pior, a não ser que fosse esse o seu objectivo. Portugal piorou em todos os aspectos nos últimos dois anos, a começar pelo financeiro, incluindo as finanças públicas, a única área em que o (des)governo parecia apostado em fazer alguma coisa. Os anéis já se foram quase todos, e quanto aos dedos, já muitos sangram por esse país fora. Não votar é compactuar com a actual política. Por isso no próximo Domingo em vez de arriscares um cancro da pele na praia, vai votar!
Boss

Boss Vozz
Boss
Deve-me ter escapado o 11º mandamento, "tudo farás para espalhar a peste pelo mundo"... Obrigado dot por me dares a conhecer a notícia ameaça de morte do gang dos eunucos.
Boss

[Legenda: "Oh meu deus! Desembarcamos em Bègles!"; Cartoon retirado do Le Monde]
Boss

Boss
Boss
PS: Aproveito para pedir desculpas ao Afixe, a quem havia dito que esta semana era péssima para escrever por lá em itálico, e afinal tenho postado como um louco. Shame on me!

Boss
[Nota: Mais sobre este assunto na BBC e no Le Monde. Obrigado ao Demónio pela dica.]
Boss

Boss
Cidadãos bem informados são essenciais para uma Justiça justa e uma Polícia eficaz. Agora vou que tenho muito que estudar, aos comentários dos posts anteriores respondo mais logo caso o estudo corra bem. Fui!
Boss
PS: A merecer ainda atenção o post sobre o "Caso Carlyle", também da Queijaria Limiana.
6ª feira - dia 4 de Junho - 17h
Livraria Ler Devagar
(R. de S. Boaventura, 119 - Bairro Alto- Lisboa)
(T: 213259992)
Deste modo, um conjunto de técnicas da saúde e de feministas convidam o Ministro da Saúde a provar o que disse com dados relativos ao desempenho de homens e mulheres na prestação de cuidados de saúde.
Adélia Pinhão (médica); Alice Frade (antropóloga); Almerinda Bento (professora); Ana Campos (médica-ginecologista); Ana Sara Brito (enfermeira); Clara Queiroz (Bióloga); Conceição Nogueira (professora universitária); Helena Pinto (animadora sócio-cultural); Helena Lopes da Silva (cirurgiã); Isabel do Carmo (médica); Isabel Cruz (técnica sup. da adm. local); Isabel Rebelo (socióloga); Lígia Amâncio (professora universitária); Luisa Corvo (Bióloga); Manuela Tavares (professora); Maria José Alves (médica-ginecologista); Maria José Magalhães (professora universitária); Margarida Amélia; Teresa Joaquim (professora universitária)
Contacto: Manuela Tavares - 96 40 08 315
NOTA: Texto recebido por e-mail.
Pagan
Boss

Boss
PS: Fui um dos que criticou o slogan "... porque também somos Europa!", o porquê do slogan percebe-se lendo este manifesto. Retiro assim as minhas críticas, porque afinal também somos Europa!

Para se perceber a História do Dia do Orgulho Gay sugiro a leitura deste texto do nosso amigo Martin, que por acaso até é heterossexual. Quanto ao Orgulho Gay propriamente dito, e às razões de termos orgulho da nossa homossexualidade, cito-me a mim próprio:
«Numa sociedade heterossexista como a nossa, é extremamente complicado para um homossexual aceitar a sua própria homossexualidade. Muitos vivem toda a vida com vergonha da sua condição, e tentam combatê-la sempre. O orgulho homossexual, ou gay pride, surge precisamente por oposição a essa vergonha, para a combater. No fundo o que se diz é que não há motivo para ter vergonha, que não há mal nenhum em ser-se homossexual, que nos podemos sentir orgulhosos de quem somos. Esta mensagem é extremamente importante passar para todos os homossexuais e lésbicas que ainda não se aceitam, sobretudo para os adolescentes se sentirem mais confiantes em si próprios. Num país em que palavras como paneleiro, fufa, rabeta, sapatona, maricas etc etc são usadas simultaneamente como insulto e como designação d@s homossexuais, o gay pride tem que ser mesmo cultivado e disseminado. Excelente resposta deu a Sara ao chamarem-na de fufa na rua: Com muito gosto! - gritou e bem. Quanto ao straight pride, ele é de facto absurdo, tal como o orgulho branco. Alguém é discriminado por ser heterossexual ou ser branco neste país? É claro que não, tal como espero que em breve ninguém o seja por ser gay ou negro, passando assim o gay pride e o black pride a serem igualmente absurdos. Pois que o seja o quanto antes.»
Avancemos agora para a Marcha. A Marcha é a manifestação mais conhecida e visível do já falado gay pride. Quase todos os países democráticos têm Marchas LGBT, e Portugal também. Mas ao contrário do que julgará boa parte da população heterossexual, sempre me pareceu que a maioria da população homossexual é contra a Marcha, sendo que muita gente tem-lhe verdadeira aversão. Em muitos casos serão pessoas que são contra o activismo LGBT em geral, como escreveu o Miguel, Acham a militância pouco cool e têm o privilégio de poderem viver em mini-ghettos ou escondidos sem que isso os afecte. Sobre essas pessoas direi apenas que são extremamente egoístas, só porque não têm grandes dificuldades no seu dia-a-dia, ou simplesmente porque são homossexuais e homófobos ao mesmo tempo, são contra que se reivindiquem mais direitos etc. Têm uma posição destrutiva face a todo e qualquer activismo LGBT, e depois não agradecem as conquistas que este vai conseguindo obter, e que benificia tod@s @s LGBT. Há ainda homossexuais transfóbicos que não gostam que a letrinha T também faça parte da Marcha..
Mas parece-me que há muito boa gente, activistas e tudo, também contra a Marcha. E há questões legítimas que se podem fazer. Será a Marcha um meio eficaz de reivindicação? A Marcha contribui para melhorar a imagem d@s homossexuais junto da população em geral? Estas duas perguntas parecem-me ter infelizmente uma resposta negativa.
Portugal é um país pouco dado a manifestações em geral, excepto talvez as procissões minhotas, sempre muito concorridas, mas a manifestações públicas de cariz mais assumidamente político é raro haver uma grande adesão. As últimas grandes e quase consensuais manif's em Portugal, foram as feitas em 1999 a favor de Timor Leste. Mesmo recentes manifestações contra a guerra no Iraque nunca tiveram uma grande adesão, muito embora segundo as sondagens a maior parte d@s portugues@s estivesse contra a dita guerra. Ou seja, @s tugas têm problemas com isto de "sair à rua", não simpatizam muito, e participam ainda menos. Se falamos d@s LGBT tudo se agrava, a maioria vive no armário, não sendo sequer uma hipótese ir à Marcha.
A cobertura feita pela comunicação social é quase sempre péssima, em muitas das peças feitas sobre o assunto julgar-se-ia estarmos perante uma marcha exclusivamente composta por Drag-Queens. Nada contra as Drag-Queens, tudo contra o jornalismo redutor, omisso, e por isso mesmo pouco ou nada informativo.
A Marcha parece assim ser pouco útil, não é eficaz no plano reivindicativo porque @s tugas são um povo muito caseiro, pouco dado a mostras públicas, seja do que for. E não melhora a imagem d@s LGBT porque os jornalistas fazem uma cobertura incompetente e leviana da mesma. Ou seja, não é a Marcha que é má, mas sim o país muito preconceituoso e cheio de "mais não sei o quê's", e os jornalistas incompetentes. Mas isto tem mudado. A adesão à Marcha tem vindo a aumentar, e a cobertura da mesma tem, apesar de tudo, melhorado. Uma marcha nunca resolveria nada, mas uma marcha todos os anos acaba mesmo por ter efeito, vence pela persistência. We're here, we're queer, get used to it! Como lembrou o Vilas. E haverá melhor sítio que a rua para mostrar o orgulho em sermos quem somos sem medos nem vergonhas?
Eu sinceramente espero poder ir à Marcha num futuro próximo!
Boss
Drocas
Boss
Pagan
«Se o espectador não acredita em bruxas ficou a saber que as há.» Ouviu-se no final de uma dessas peças de "jornalismo", onde se garantia que os cientistas não tinham explicação para o fenómeno. Mais surpreso ainda fiquei ao ouvir Rodrigo Guedes de Carvalho dizer mais ou menos isto: «Segundo um cientista o fenómeno pode ser visto novamente esta noite. Até amanhã.» De novo nada sobre a explicação referida no site da estação. Quem ouviu Rodrigo Guedes de Carvalho podia achar que o tal cientista sem nome conhecia os horários favoritos dos ET's para visitarem a Terra, ou que tinha sido informado por deus sobre o regresso (?) de Jesus, mas dificilmente poderia achar que tal repetição se devesse apenas ao movimento e consequente reflexo de um satélite, pois isso nunca foi referido no dito jornal. E assim vai o país e o mundo!
Boss
* OTNI - Objecto Televisivo Não Informativo
«Três mulheres julgadas por crime de aborto»
in Jornal de Notícias
Boss
Curiosamente fiquei ontem a saber, através de um blogue galego, que também o Jornal de Notícias acabou de lançar uma nova edição na rede. Excelente notícia! A antiga versão electrónica era péssima, e pelo que já vi esta nova está muito boa. O JN é o jornal que mais vezes leio na sua versão papel, mas já perdi a conta ao número de vezes em que queria encontrar na net uma notícia que tinha lido em papel, sem sucesso. O novo site é muitíssimo mais funcional e agradável, e passará a ser com toda a certeza uma fonte informativa essencial não só para o renas como para toda a blogosfera.
Finalmente, descobri ainda que também O Primeiro de Janeiro está on-line! Confesso a minha surpresa, já não pego neste jornal há alguns anos creio, o que até é uma atitude ingrata da minha parte: eu já fui capa d' O Primeiro de Janeiro! Foto a cores e tudo.. Mas esta edição electrónica promete revitalizar a minha condição de leitor, e hoje até tem uma entrevista com a Ilda Figueiredo!
Definitivamente a imprensa portuense lançou-se à rede, e está por isso mesmo de parabéns.
Boss
À porta fechada, estes meninos lindos gritam impropérios a noite inteira, não acabam uma frase sem o esperado "c*r*l*o" e recebem visitas semanais da Polícia a avisar das queixas de barulho dos vizinhos. Não consigo contar as noites em que chegam podres de bêbados a casa porque é impossível, mas acontece pelo menos 4 vezes por semana. Há uns dias, saí de manhã e tive que pular por cima de um deles que estava a dormir todo vomitado à minha porta. Na porta deles, têm colado um cartaz que afirma: "As mulheres andam loucas connosco!" Louco ando eu com as festas alucinadas de sexo e drogas que ainda ontem tiveram lugar na casa de 3 dos 2269 homens estudantes de Medicina.

Curiosamente ontem pouco antes da série começar, estava eu a comentar por Taiwan e reparei num daqueles anúncios que surgem nos comentários da Haloscan, rezava assim: «HOMOSEXUALITY You don't have to be GAY, you can change!» E publicitava este blog que supostamente pertence a um Ben de 22 anos e que vive em Washington. Quem paga os anúncios não sei.. O Ben diz que deixou de ser gay por se entregar a Jesus! Abraçar Cristo não me parece o comportamento mais heteressexual, e insinuar que o choque desse abraço causou tal impressão que até deixou de ser gay, parece-me de mau gosto.. Mas o que eu gostava mesmo de saber é se esse Ben tem metade do charme desse outro homossexual recalcado por Cristo, o Joe Pitt (interpretado pelo Patrick Wilson)...
Bom, isso não consigo descobrir, mas de castigo pelos disparates que difunde pela web, vou deixar o Benzito a arder de curiosidade sobre o conteúdo deste post, numa língua que lhe é estranha e com o não menos estranho título: «The rabbit is alive!». O que para quem não reparou ainda, é a resposta ao meu próprio apelo: «não matemos o coelho à primeira saída da toca!». Mas para que o Ben não fique sem aprender nada, depois de cá cair via technorati, aqui fica um recado na língua de Oscar Wilde: I hope you've also given up shrimp! 'Cause god hates that too! Pinch the tail, suck the head, burn in hell dear deer Ben!
Boss

Se era esta última hipótese, saibam que era desnecessário tanto mau trato à garganta da Dina. Era inevitável falarmos da Nova Democracia aqui no renas, não não é por ser o único partido cujo hino é cantado por uma lésbica assumida. Apenas e só, porque esse hino é cantado pela mesma pessoa que no saudoso ano de 1992 nos deu o "Amor d'água fresca", uma canção que seria o hino nacional se tal escolha dependesse de mim. Como não depende, e como não passou do 17º lugar no Eurofestival realizado nesse ano em Malmö na Suécia, resta-nos recordar. Aqui fica a letra.
Boss
AMOR D'ÁGUA FRESCA
Portugal 1992 / Dina
Escrita por Nandina Veloso & Rosa Lobato de Faria
Quando eu vi olhos de ameixa e a boca de amora silvestre
Tanto mel, tanto sol, nessa tua madeixa perfil, sumarenta e agreste
Foi a certeza que eras tu, o meu doce de uva
E noz sobre a mesa, o amor de morango e caju
Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água fresca
Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água fresca, oh...
Tens na pele travo a laranja e no beijo três gomos de riso
Tanto mel, tanto sol, fruta, sumo, água fresca, provei e perdi o juízo
Foi na manhã acesa em ti, abacate, abrunho
E a pêra francesa, romã, framboesa, kiwi
Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água fresca
Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem... vem... vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água fresca
Ah... foi na manhã acesa em ti, abacate, abrunho
E a pêra francesa, romã, framboesa, kiwi
Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água fresca
Peguei, trinquei e meti-te na cesta, ris e dás-me a volta à cabeça
Vem cá, tenho sede, quero o teu amor d'água fresca
Peguei, trinquei e meti-te na cesta
Pagan
Depois, passámos no spot da Olá e comprámos O Meu Swirl de Chocolate. Pedimos Baby Smarties extra e a simpática que nos atendeu ofereceu-nos com todo o gosto! Imenso gosto tenho eu em estar na companhia de Pagan, o caturreiro!
Drocas
Pois, um é "o professor", o outro é "o Miguel" (é da casa) e finalmente temos uma tal senhora.. De imediato reagi citando o Pagan: «Falar de uma deputada como uma senhora, evidenciando primeiro uma pertença societal em vez da estatutária pertença funcional (Deputada) é um acto machista e que de alguma forma, lhe retira as competências que os eleitores a investiram, apelando para uma categorização sexual.» O Rui não se reconheceu no meu comentário e perguntou porque não disse eu o mesmo em relação ao tratamento por ele dado ao Miguel Portas.
Bom esse tratamento é desde logo diferente, dizer "o Miguel Portas" é bem diferente de dizer "aquele senhor Miguel Portas". "O Miguel Portas" é alguém que está próximo, com quem se está à vontade, ao contrário do "professor Sousa Franco", por exemplo. Mas falar da euro-deputada Ilda Figueiredo dizendo "aquela senhora" não é um acto inocente, não podemos culpar o machismo internalizado que quase tod@s @s portugues@s têm. Há uma intenção clara de menorizar e esquecer o estatuto de euro-deputada de Ilda Figueiredo, até porque "o Miguel" não o é, e se fossemos comparar a carreira política de um e de outra, haveria um que saíria bastante diminuído da comparação, não é?
Mas a senhora Ilda Figueiredo não é só uma euro-deputada, é uma brilhante euro-deputada, a melhor euro-deputada portuguesa da actualidade aliás. Dizer "aquela" como se fosse uma desconhecida, ou "senhora" para salientar a sua condição feminina, são apenas não-argumentos, ainda por cima machistas, e que não ficam nada bem ao Rui.
Boss
Boss