Hesitei em referir a edição de hoje do pasquim O Independente. Primeiro porque é apenas um panfleto reaccionário onde achar uma notícia verdadeira é mais difícil que achar a famosa agulha no palheiro, e depois porque já estou cansado de escrever, descrever e desmontar homofobias tão primárias.. Mas enfim, lá me decidi a indica-lo porque há sempre quem não conheça a figura, João César das Neves, ou a qualidade do pasquim. Quero também acreditar que homofobias deste tipo não precisam de desmontagem, não pelo menos para @s leitor@s do renas.
Passemos para a segunda parte, porque é alguém assim? Assim militantemente homófobo, que usa da mentira e da generalização falsa sem pestanejar para atacar os homossexuais, e no final, diz que como cristão que é os ama? Que sentido faz isto? O sentido está sempre, I mean sempre, na relação deste ódio militante com algum problema de ordem sexual, seu ou de alguém muito próximo. Repito, isto é SEMPRE assim. A homofobia crónica não só é doença, como é sintoma de outros problemas.
O caso mais frequente é o militante homófobo ser ele próprio homossexual, mas não conseguir lidar com isso. São pessoas infelizes, que muitas vezes nunca experimentaram ter sexo homossexual, e têm uma inveja doentia por todos aqueles que são homossexuais e não sofrem por isso. A segunda hipótese é a incapacidade para aceitar a homossexualidade de alguém que lhe está muito próximo, por exemplo o pai, a esposa, o filho etc.
Recordo-me de uma vez ter falado aqui de um caso deste tipo, um pastor evangélico norte-americano ultra-homofóbico e que tinha um filho gay. Um caso mais recente é do republicano Alan Keyes, que ficou famoso nas últimas eleições americanas pelos constantes insultos homofóbicos, até mesmo contra a filha do candidato a vice-presidente do seu próprio partido. Pois bem, a sua filha Maya Keyes acabou de revelar que é uma lésbica cheia de pride!
Claro que nem todos os traumas e problemas sexuais por trás de homofobias militantes e fanáticas estão relacionados com homossexualidade, muitas vezes são, por exemplo, homens impotentes ou com sexos extremamente pequenos, e que invejam todos aqueles que têm prazer, concentrando o seu ódio nos que a sociedade marginaliza por simples cobardia.
Boss
Just for the record, escrevi este post pelas 3:30 da manhã, mas troquei-lhe a hora porque preferi dar destaque à campanha eleitoral, e não a estes freaks.
Afixado por: Boss em fevereiro 18, 2005 03:37 AMThanks pelo link, my deers! Já está impressa e guardada em lugar seguro! Vai p'rá minha futura tese em Coisologia! Meus, aquele homem não existe! Ainda estou de lágrimas nos olhos de tanto que me ri: mas que vocação de comediante que se está a perder!
Afixado por: Ana em fevereiro 18, 2005 02:42 PMQuando ele disse que a masturbação não era normal foi-se toda e qualquer esperança que ele pudesse algum dia mudar de opinião. Mas ele ama-nos bué a todos!
Afixado por: João Zun em fevereiro 18, 2005 06:42 PMExcelente posta, Boss, ironia quanto baste!
Eu acho que o Abominável César das Neves devia começar a marturbar-se. Fazia-lhe bem.
Se o Sr. João César das Neves tivesse vivido há coisa de quatrocentos anos teria certamente um outro nome: Torquemada. Pois o tipo de raciocínio dele é o mesmo que justificava a fogueira para todos os desgraçados que não pensassem como ele e que, por isso, deviam ser salvos de si próprios.
Mas resta-nos a consolação de o Sr. Neves ter o maior dos respeitos pelos homossexuais; a Santa Inquisição também o tinha, enquanto preparava a fogueira que iria permitir às pobres almas baralhadas voltarem ao bom caminho e entrar nas Portas do Céu!
Qto a este João César das Parvoíces, julgo k já foi td dito. No fundo é + um desses badamecos k kerem por força dar nas vistas e convencer tudo e todos k são mto inteligentes, independentes e corajosos (pq não “pensam” como mandam as actuais regras de “tolerância e respeito pela dignidade da pessoa humana” e pq. estão a lutar contra o “sistema”, seja lá isso o k for..).
Por isso, volta e meia, lá debita meia dúzia de tolices politicamente incorrectas mas, como nunca se sabe o dia de amanhã, não se atreve a assumir a sua sacanice e filha-da-putice e pelo sim pelo não, vai dizendo k nos ama mto como bom cristão k é (com “amores” como este kem precisa de ódios?).
Qto a este post do Boss, lamento mto mas estou em total desacordo com o seu conteúdo.
1º) Embora haja homófobos k sejam eles próprios homossexuais ou tenham familiares glbt, não me parece k isso seja justificação plausível para a sua homofobia. Do mesmo modo k o facto de alguns pedófilos terem sido sexualmente abusados na infância, não me parece k seja explicação para a pedofilia.
A homofobia, o racismo, a discriminação, etc. existem pq mtas pessoas sentem prazer na crueldade. Ou seja, sentem prazer em maltratar kem se encontra em situação de frakeza, minoria ou diferença desvantajosa. Mtas vezes nem se dão conta do mal k fazem, como certas pessoas k troçam dos k sofrem de disfunção eréctil (agora chamam-lhe assim...), ou dos k são feios, fracos ou estúpidos.
2º) Um sexo extremamente pekeno não impede ninguém de ter prazer ou obter orgasmo. Qto mto impedirá uma relação satisfatória com outras pessoas k vivam obcecadas com o tamanho do pau do parceiro (assim como a falta de beleza física impede uma relação satisfatória com alguém obcecado pela beleza, etc.).
3º) Da mesma maneira k, p. ex., nem todas as pessoas feias, gordas e estúpidas são cruéis ou invejosas, a impotência/frigidez ou mesmo a incapacidade de ter prazer sexual (atingir o orgasmo?) não torna uma pessoa necessariamente má, rancorosa, invejosa (ou seker infeliz). Senão, a julgar pelas estatísticas oficiais, cerca de 500.000 portugueses seriam maus, rancorosos e invejosos.
Afixado por: KTVCI em fevereiro 22, 2005 03:23 PM
4º) Nada do k foi dito acima teria mta importância não fosse a perigosa semelhança que existe entre o tipo de argumentos usado e os argumentos de certos homófobos militantes, k acusam os gays de “kererem destruir a estabilidade da família e da moral social, por sentirem inveja dos heteros k ultrapassaram a “fase homossexual” e atingiram a felicidade e plenitude k só a heterossexualidade (ou a construção da família heterossexual) nos dá”.
5º) Td bem k nos defendamos dos homófobos. Não estou certo é se o melhor caminho passa pela utilização do mesmo tipo de argumentos pseudo-freudianos k eles costumam utilizar.