É quase um cliché dizer isto, mas foi Malevitch e o seu quadro negro sobre fundo branco, 1915, que inaugura o questionamento do que é arte, do valor da obra, etc. Poderá um quadro negro ser arte? Mas mais importante do que isto: o que é um quadro negro nos diz sobre a arte?


Podemos ver nestes autores alguns traços de contemporaneidade. A recusa da representação, o questionamento da relação obra-artista-público, os modos não convencionais de expressão-criação, características imputadas à arte contemporânea já se encontram nas obras destes artistas.
João O
Publicado por renaseveados em novembro 18, 2004 10:38 PM |Prazer em re-conhecê-lo, João O., num conhecimento que já vai tendo o seu tempo, desde os primitivos dias pagãos. Anunciar-se-ão discussões estéticas? Abraço,
Afixado por: Augusto M. Seabra em novembro 18, 2004 11:54 PMObrigado, Augusto. Espero que as obras que tenciono mostrar suscitem essa discussão e que nos comentários se possa assistir a isso. Este serve mesmo só de introdução....
Afixado por: João O em novembro 19, 2004 12:30 AMArte e' uma forma de exteriorizar pontos de vista que por serem pessoais sao subjectivos. O valor que se da' a uma obra d'arte tambem e' sempre subjectivo, pois depende como cada interpreta esse ponto de vista.
Afixado por: Opinioes em novembro 19, 2004 12:37 AMVou seguir com interesse estes posts. estou especialmente curioso em ver até que ponto se vai chegar à tal dessacralização da ideia do objecto artístico... ou se há objectos que não merecem essa desacralização.
Afixado por: silpheed em novembro 19, 2004 07:12 AMSendo indiscutível (para muitos) que Duchamp foi, por excelência, o "Percursor" da Arte que, algumas dezenas de anos depois, encontraría finalmente o seu público, parece-me que (para "outros muitos") o Belo - um dos vários conceitos associados à "Arte" - funciona ainda como uma espécie de íman que se situa algures no período Renascentista.
Não discutindo se Duchamp era um visionário ou se apenas se zangou com "establishment", o facto é que da sua Fonte brotou muito mais do que indignação!
Bem, acho que a esse propósito tanto Duchamp como Malevitch são muito melhor entendidos e integrados hoje do que no seu tempo. Tal como o Dadaístas. Será a vanguarda dos anos 20 assimilável à arte que se começa a fazer circa 1965?
O debate do belo encontra substância no Renascimento, mas vai a Platão buscar argumentos filosóficos. Continuaremos a fazer a mesma equação Belo=Bom?
Afixado por: João O em novembro 19, 2004 11:12 AMBem, acho que a esse propósito tanto Duchamp como Malevitch são muito melhor entendidos e integrados hoje do que no seu tempo. Tal como o Dadaístas. Será a vanguarda dos anos 20 assimilável à arte que se começa a fazer circa 1965?
O debate do belo encontra substância no Renascimento, mas vai a Platão buscar argumentos filosóficos. Continuaremos a fazer a mesma equação Belo=Bom?
Afixado por: João O em novembro 19, 2004 11:12 AMUma obra de arte só o é se pelo individuo assim for compreendida, senão é simplesmente um objecto que terá um valor relativo ao material em que foi construido.E há muitas obras que por muito boa gente são consideradas arte,e que não passam disso mesmo,um objecto que será observado por vários olhos cada qual com a sua leitura. Se há coisas subjectivas a arte é a rainha da subjectividade.
Excelentes discussões dão estes temas
Parabens João O :-)
Uma das questões mais importantes (na minha perspectiva) neste tipo de discussão sobre o que é ou não Arte, prende-se com a relação signo-símbolo. Sem conhecer e dominar os códigos sociais/artísticos ninguém reconhecerá Arte num qualquer objecto.
O que existe entre nós e a obra de arte é também uma "Troca Simbólica". Paul Ricouer tem óptimos textos sobre este assunto!
Ricoeur
ehehehe
Afixado por: em novembro 19, 2004 07:13 PM