Necrologia: o Conversas Coloridas fez ontem um ano - Parabéns! Mas decidiu também fechar as portas - é pena. Soube pela Panasca que o mesmo aconteceu ao Rapaz Lésbico - neste caso não só fechou as portas, como rebentou com a casa toda. Este Outubro foi uma blog-mortandade...
Encontros: o segundo encontro de blogs lgbts é já na Sexta-feira, e insere-se nas Jornadas de Sociabilidades (Homos)sexuais a decorrer em Coimbra, mais informações no novíssimo naoteprives.org. No Sábado seguinte há também em Beja um encontro de blogs, mas as inscrições já fecharam.
Weblog: o nosso querido alojador anda a atravessar dificuldades financeiras, como bem informa o Afixe. Um patrocínio seria o ideal para resolver de uma assentada o problema, mas enquanto isso não surge a ajuda dos webloggers é fundamental, afinal a sobrevivência dos nossos blogs - renas incluído - depende da sobrevivência da Weblog. Para já mantemos o nosso quixotesco objectivo/desafio de pagar uma subscrição com o dinheiro gerado pelo próprio renas, pela vi publicitária. Mas para isso precisamos do apoio d@s noss@s que(e)rid@s leitor@s, que é como quem diz, de vez em quando cliquem na publicidadezinha 'tá? (Para quem ainda não viu, está no fundo dos comentários, discretíssima para não ferir a vista de ninguém).
Manif: amanhã pelas 14 horas Portugal assiste a mais um julgamento à moda do Irão. Nos Juízos Criminais (Rua Pinheiro Chagas) em Lisboa, mais uma mulher vai a julgamento por aborto, como já tínhamos postado. Não sei se a alteração da data do julgamento foi com o intuito de reduzir o seu impacto mediático, já que as eleições americanas são também amanhã, mas em todo o caso há uma manif convocada para a porta do Tribunal, e que conta com o apoio de várias associações e partidos de esquerda. Não faltem!
Saída do Armário: o menino (afinal só tem 16 anos) que escreve o Verdadeiro Eu está a passar uns bocados complicados em consequência da recente revelação da sua homossexualidade aos pais. Não deixem de passar por lá para lhe deixar uma palavra amiga. Um grande abraço de força e esperança de todas as renas.
Boss
Publicado por renaseveados em novembro 1, 2004 05:28 PM |Gostava que me visitassem e deixassem um comentário. Também lamento o fecho de alguns blogs que muito necessários são para a nossa luta. Até breve.
Afixado por: power em novembro 1, 2004 08:30 PMobrigado Boss pela lembrança do encontro de blogs em Coimbra, onde te esperamos...
quanto ao www.naoteprives.org este está com algunas dificuldades... sendo estaa versão urgente com o programa das jornadas... espero que gostes ...
Afixado por: paulo jorge vieira em novembro 1, 2004 11:18 PMpower, amei a tua luta, tirar-lhes a roupa não é? hehhe ;) nice job!
paulo jorge vieira, infelizmente não posso mesmo ir. Como já disse antes, fui ao primeiro e gostei muito, pelo que recomendo a tod@s, mas desta vez não podem contar comigo..
Opinões, nessas datas só xmas-shopping-parties LOL ;)
Afixado por: Boss em novembro 2, 2004 02:34 AMOh ;-(
I hate shopping and I can’t stand xmas shopping stress!
o natal espiritual sem o material, e' muito mais saudavel!
Afixado por: Opinioes em novembro 2, 2004 03:47 AMAgradecemos as vossas visitas constantes ao nosso blog, mas o CC acabou mesmo. Beijos e abraços a vós.
Afixado por: Alex CC em novembro 2, 2004 12:49 PM"Em que é que o eventual estatuto jurídico da "pessoa não nascida" - conceito que é apenas subsidiário das fés e dos princípios subjectivos de cada um" - palavras de Manel da Truta
- Considero completamente errada a convicção de que a defesa da total pertinência e exigência axiológica desse conceito seja apenas subsidiária de fés ou princípios subjectivos, de facto, todo o raciocínio que tentei veicular ia no sentido de ser uma conclusão objectiva e baseada na ciência. Acho que o real problema aqui é que um lado vê apenas uma colónia celular e não um ser humano viável e essencialmente igual a qualquer outro. Considero no entanto que o que fiz é um cúmulo de todo um esforço investigativo e reflexivo, e portanto perfaz mais enunciação de conclusões do que fornece todo o raciocínio subjacente.
No entanto é bom identificar as causas do equívoco
- Ninguém concede que a posição pela vida seja baseada em fés religiosas ou em princípios subjectivos solipsistas.
-Ninguém concede que o que está dentro do útero seja parte integrante da mãe (até porque, se não houvesse mais em que nos apoiarmos, é fruto da junção de uma parte da mãe e duma parte do pai, e seria indefensável que a parte do pai pertence à mãe; para não falar do facto que esse ser apenas se adoca às paredes uterinas a partir do quinto dia) A menos que se considere que um parasita que se me adoque fica a ser parte de mim, também não vejo como possa ser defendido que o ser em desenvolvimento que se adoque às paredes da mãe passe a fazer parte da individualidade da mãe por isso.)
-Da individualidade de ser pretende esta parte conferir a esse ser individual direitos já na fase intra-uterina, que não é mais do que a primeira fase da vida de qualquer pessoa, seja-se religioso ou não não tem nada que ver com o assunto.
-Quanto aos direitos da mãe. Por tudo o que foi dito, defende-se que o aborto não é um direito, porque é uma prática que está a terminar a vida de um ser individual e humano (não é um macaquinho sequer, por muito que defenda também com todo o vigor os direitos dos animais). A menos que se reconheça que é válido terminar-se, sem iniciação de força por parte dalguém, a vida desse alguém (homicídio) também não vejo como se possa defender que um ser humano, apenas por estar dentro duma barriga, já não merece a mesma protecção de todos nós. Em suma, o direito de vida e morte sobre outro ser Humano não é algo que possa ser adjudicado a outra pessoa, ainda que seja uma mãe.
-Qualquer incómodo e embaraço que uma mulher precise suportar para carregar uma gravidez até ao fim (9 meses) é ridiculamente inferior ao incómodo de um ser que vê a sua vida tirada sem que tenha uma palavra a dizer. Aqui entra que a mulher não é forçada a arcar com as consequências da sua negligência, do seu azar (se foi responsável e mesmo assim engravidou), ou da violência de terceiros (violação, o agressor é o violador e não o filho), POIS PODE e até em certos casos DEVE dar para adopção, ficando o seu direito de constituir ou não família intacto.
-Já agora, se formos apenas um monte de células antes de nascermos, somos também um monte de células, ainda que mais numeroso, depois de nascer. Note-se por exemplo que o cérebro humano só é considerado completamente formado aos cerca de 10 anos (bem depois de nascer). Portanto é perfeitamente arbitrário considerar-se quem nasceu como pessoa (esse sim um conceito muito mais filosófico do que científico) e a quem não nasceu ainda como um monte de células. Dois pesos e duas medidas é mau.
Quem quiser ler um texto extenso e assumidamente científico sobre o assunto deixo o link, não é nada bom para nenhuma causa fazer analogias distorcidas, O Irão não tem nada que ver com o assunto e chamar o Irão à baila é como o habitual chamar hipócrita a quem, sem OU COM MOTIVOS SÉRIOS pensa por si e chega a conclusões diferentes.
Aqui fica uma pequena amostra do artigo:
"Myth 2: "The product of fertilization is simply a 'blob,' a 'bunch of cells', a 'piece of the mother's tissues'."
Fact 2: As demonstrated above, the human embryonic organism formed at fertilization is a whole human being, and therefore it is not just a "blob" or a "bunch of cells." This new human individual also has a mixture of both the mother's and the father's chromosomes, and therefore it is not just a "piece of the mother's tissues". Quoting Carlson:
"... [T]hrough the mingling of maternal and paternal chromosomes, the zygote is a genetically unique product of chromosomal reassortment, which is important for the viability of any species."15 (Emphasis added.)
Myth 3: "The immediate product of fertilization is just a 'potential' or a 'possible' human being — not a real existing human being."
Fact 3: As demonstrated above, scientifically there is absolutely no question whatsoever that the immediate product of fertilization is a newly existing human being. A human zygote is a human being. It is not a "potential" or a "possible" human being. It's an actual human being — with the potential to grow bigger and develop its capacities."
O link é http://l4l.org/library/mythfact.html
Luto por um mundo sem clubismos de razão, lute-se por causas fortes, não se desprezem factos apenas para ganhar.
http://dakshinamurti.tripod.com/sabonetemoral
Cumprimentos amigáveis a todos.
Afixado por: MS em novembro 2, 2004 02:53 PMboss,
a respeito da manif, faço minhas as palavras do pagan nuns posts abaixo:
"E em democracia, o que é sufragado em eleições tem mais força do que grupelhos de gente..."
agora tu e o pagan que decidam se esta frase é ou não verdadeira...
bom debate :D
cparis
Afixado por: cparis em novembro 2, 2004 04:23 PMOpiniões, eu adoro o Natal precisamente pelo seu lado material, de prendas e comida etc.. LOL Quanto ao shopping também não gosto nada, por isso não dou nada a ninguém, só recebo ;)
Alex ver-nos-emos mais vezes certamente ;)
MS peço desculpa, não é menosprezo é mesmo falta de tempo, respondo-lhe mais logo.
cparis, em democracia o poder dos tribunais é que fala mais alto muitas vezes, olhe-se para as eleições americanas de 2000 decididas pelos tribunais e não pelos votos, ou para este julgamento, que resultou numa absolvição ;)
Afixado por: Boss em novembro 2, 2004 06:03 PMCusta-me ver blogs fecharem as portas. Acho desnecessário, há tanto por fazer, por dizer , por viver. Talvez os bloggers tenham preferido viver noutras paragens! Well, good luck!
Afixado por: Drocas em novembro 2, 2004 07:07 PMboss,
os tribunais fazem cumprir leis. se foi absolvida é mais uma demonstração que a lei está certa. não?
quanto ao resto - há vitórias que não se conseguem por osmose. é preciso fazer alguma coisa e Kerry não fez nada.
Afixado por: cparis em novembro 3, 2004 05:32 PM