agosto 16, 2004

Promiscuidade Gay

Anda nas bocas do povo, não é de agora, mas a última edição do Expresso veio reacender a fama: os gays são uns promíscuos - engatam em casas de banho, fodem com um gajo diferente todos os dias, e adoram sexo em grupo. Pois é meninos, da fama já ninguém nos livram, vejam lá se tiram algum proveito! LOL

Uma vez, aliás, já por várias vezes me perguntaram se o sexo entre gays não era algo muito fácil de obter, bem mais fácil do que para os homens heterossexuais (neste post sempre que uso a palavra gay falo de homossexuais masculinos). E eu que nunca fui hetero fiquei meio sem saber o que responder. Pegando em situações mais específicas lá consegui desenvolver algumas conversas sobre o tema.

É normal ou frequente dois rapazes acabarem na cama após um primeiro encontro? É, se o encontro correr bem, simpatizarem, surgir a tal "sintonia", é muitas vezes o "final natural" do dito encontro (tratando-se de um date à americana). É frequente os gays terem sexo em grupo? Cada um falará por si, mas pela minha experiência pessoal e pelo que ouço de amigos, não, não é frequente. Os gays têm muito mais parceiros sexuais diferentes ao longo da vida do que os hetero? De novo, nunca fui hetero, mas já ouvi dizer que sim, e comparando a minha experiência pessoal, bem como a de outros amigos gay, com a de amigos hetero, seria levado a dizer que em geral assim será. É frequente terem fuck-buddies? Hmmm, é mais ou menos..

Destes extractos de diálogos anteriores é importante resalvar a ideia de que cada um fala por si, cada um sabe de si. As generalizações são sempre perigosas, e não faltarão gays que morreram virgens ou que só conheceram um parceiro sexual. Mas é fácil acreditar que para a maioria as coisas não serão bem assim. Tentemos então explorar as razões desta maior facilidade em lidar e ter sexo.

Nós vivemos numa sociedade extremamente machista, não é de agora nem é infelizmente novidade. E esse machismo reflecte-se na educação que recebemos, quer dos pais, quer na escola, com os amigos etc. Um dos seus maiores reflexos é a velha estória de que um homem que dorme com muitas mulheres é um garanhão, e que uma mulher que durma com muitos homens é uma puta. Ou seja, desde cedo que os rapazes são ensinados e estimulados a procurarem sexo, a terem sexo, e a serem vangloriados por isso, enquanto que pelo contrário, para as raparigas "resguardar-se" será a virtude.

Conclusão, quando o rapaz cresce e apercebe-se que afinal até gosta é de outros rapazes, procura sexo com esses rapazes, que farão exactamente o mesmo, não havendo quem esteja automatizado a "resguardar-se". Não há grandes inibições, e o sexo surge naturalmente, espontâneamente. Nem sequer há aquela parte da vergonha/timidez que muitos rapazes heterossexuais sentem ao despirem-se em frente a raparigas, já que desde cedo que os rapazes estão habituados a conviver com a nudez de outros rapazes, nos balneários das escolas. E sexo é sexo, não tem que haver amor - é assim que os rapazes são educados.

Estas parecem-me ser as principais razões pelas quais os gays têm um maior à vontade e facilidade em terem sexo uns com os outros. Mas daqui à tal "promiscuidade" ainda vai um passo. Se entendermos promiscuidade por "foder com qualquer um a qualquer hora" e/ou engatar nas casas de banho, então dificilmente poderemos aceitar que a promiscuidade é uma característica da maioria da população homossexual masculina.

As zonas de engate mais puro e duro, de sexo por sexo, e de preferência anónimo, não há trocas de nomes ou de moradas, são frequentadas sobretudo por homens altamente "armarizados". Quero com isto dizer, homens que não falam sobre a sua homossexualidade com ninguém, que muitas vezes nem a reconhecem a si próprios, que levam vidas de hetero, sendo casados e tudo, e que tratam a sua sexualidade apenas como uma necessidade fisiológica que de vez em quando vão aliviar a uma zona de cruising. Poderão estes homens ser considerados gays? Ou apenas ocasionais praticantes de actividades homossexuais? Um homem que não se considera gay, que não se apaixona nem quer apaixonar por outros homens, é um gay? Ou apenas um gay-potencial? É justo que estes homens sejam a imagem mais marcante e conhecida da homossexualidade masculina portuguesa?

Quando recentemente passei no IP5 à noite, apercebi-me da enorme quantidade de carros parados numa àrea de descanso junto a Viseu, soube só depois que era mais uma zona de engate - uma das que falha no agora famoso guia da Opus. E porque acontece isto? Porque florescem estas zonas? Esta resposta é ainda mais simples. O tal engate anónimo, de mato ou casa de banho, tão hipocritamente condenado pela "gente do costume", acontece precisamente devido aos preconceitos da "gente do costume". A "gente do costume" acha que é exibicionismo um casal gay beijar-se na rua, considera o amor entre dois homens uma doença, não quer nem ouvir falar em casamento homossexual, resumindo: marginaliza, marginaliza, marginaliza. E depois "espanta-se" (NOT!) com a enorme quantidade de sítios escondidos onde o engate acontece, com a grande quantidade de divórcios fruto de amores que nunca aconteceram, ou com as orgias nos seminários católicos. Seria muito curioso comparar a quantidade de zonas de engate gay portuguesas com as da Dinamarca. A homofobia patrocina "armários", que patrocinam zonas de engate, que patrocinam infidelidades conjugais e hipocrisias várias, que resultam em homofobias que patrocinam "armários"... e assim sucessivamente.

Para concluir, cada caso é um caso, e eu próprio caio neste post em alguns erros de generalizações, ainda que parciais. Mas cada pessoa vale pelo que vale, e responde pelo que faz. Da informação de que um homem é gay poderemos apenas concluir que esse homem é gay - qualquer outra conclusão sobre o seu comportamento, mentalidade, ideologia etc etc será abusiva, e provavelmente errada. Ser gay é ser capaz de amar e sentir atracção sexual por pessoas do mesmo sexo - rien plus!

Quanto ao sexo, não se veja neste post um apelo à contenção, pelo contrário: meninas emancipem-se, libertem-se, sigam os vosso impulsos. Que sejam o sexo hetero e lésbico tão espontâneos e facilitados quanto o gay.

Fim às burocracias hipócritas de alcova!

Boss

[Adenda: Para além de uma educação machista, temos todos por norma uma educação heterossexista. Assim quando um homossexual é confrontado com a sua própria sexualidade, é obrigado a pôr em causa muitas das certezas e tabus que lhe haviam ensinado. Isto acaba por potenciar uma relação mais descomplexada com o sexo e a sexualidade, sendo neste caso uma característica comum a gays e lésbicas.]

Publicado por renaseveados em agosto 16, 2004 06:02 AM |
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Comentários

Gosei muito do comentário. Eu não diria melhor. Concordo com tudo apesar do texto parecer que pede desculpa por sermos ou agirmos assim. Não há que pedir desculpa a ninguém. Desde que não se ofenda o viole ninguém, o que cada um faz é consigo.

Afixado por: Bichosdomato em agosto 16, 2004 07:52 AM

Não sei se concordo muito com a defesa contra uma suposta promiscuidade.

A defesa da igualização entre homossexuais e heterossexuais não me parece que faça sentido, mas compreendo que defender o direito à diferença tenha menos resultados que defender a aproximação comportamental entre ambos.

No fundo, neste caso, os fins justificam os meios, mas num mundo perfeito não se veria interesse em discutir quem é mais ou menos promíscuo. Ninguém é melhor ser humano por ser menos ou mais promíscuo.

(Boss, não estou a dizer que foi essa a intenção do teu post)

Afixado por: Nuno em agosto 16, 2004 08:09 AM

Obg pela visita e pelos comments. :) Foram esclarecedores, assim como este blog (bem mais do q o do outro senhor, diga-se). Continuem assim, afirmando a diferença, mas n aceitando todos os mitos q por aí circulam.
*

Afixado por: CC em agosto 16, 2004 09:06 AM

Boss: o meu aplauso pelo teu post. é isso mesmo. Em todo o caso, reitero, mesmo com a imagem de em lá o que com que fico, que lugares públicos sao lugares públicos e, por isso, potencialmente toda a população os pode ocupar. Daí, que os comportamentos que aí se tenham deverão conhecer consensos. O problema é que os consensosem certos casos são mais largos para uns do que para outros e isso é que está errado. Para a população em geral, penso ser proibida a actividade sexual (genital) em espaços publicos, o que me parece bem. No entanto certas manifestações só são proibidas, pelo menos ao nível da mentalidade, para casais homossexuais, tal como demonstram os incidentes que levaram ao beijaço. Agora aquela atitude blasé de "nao, nada me choca e até nem é disprimoroso a punhetazinha escondida no wc" é para mim, desculpem lá, ridicula e parece advir de uma necessidade de transmitirem uma (auto-)imagem de "enfants terribles muita pá frentex". Só o facto de esse tipo de actividades serem na sua maioria tidos por homens nao assumidos , que têm de andar às escondidas,como se a sexualidade fosse algo sujo e clandestino, faz com que qq tipo de compreensao que pudesse ter desapareça.
E dpois, nao se esqueçam, sao muitos destes gajos que, após a mui nobre descarga, sao contra os casamentos dos "panilas, que sao uns pervertidos, uns promiscuos". Soa-vos a familiar o discurso?

Afixado por: silpheed em agosto 16, 2004 09:23 AM

Boss: Alma bem lavada em relação ao assunto :)

Afixado por: Mariana em agosto 16, 2004 09:55 AM

Gostei do post e concordo a 100%. Parabéns pela qualidade da escrita. ;0) Bjs

Afixado por: Fraila em agosto 16, 2004 12:10 PM

Nem mais Boss!!!

Afixado por: Pedro Fontela em agosto 16, 2004 02:07 PM

A banalização do sexo tira-lhe qualquer significado ou interesse.

Afixado por: em agosto 16, 2004 02:22 PM

"A banalização do sexo tira-lhe qualquer significado ou interesse."

Caro anónimo, as opiniões são relativas e por isso valem o que valem. Mas o que deve ser um valor universal é a construção de um espaço onde todos possam ser livres de ter as suas próprias opiniões onde as possa expressar e onde cada um se possa realizar.

Afixado por: Pedro Fontela em agosto 16, 2004 02:35 PM

Ó Boss, mas será que o termo "foder" se pode aplicar a homossexuais? Entre homens ainda vá, mas não estou a ver isso a funcionar facilmente com mulheres ;-)

Afixado por: João André em agosto 16, 2004 02:40 PM

1- O link para o site da Opus,"cruising" está correcto,mas, para meu grande espanto, a indicaçao de Fátima não aparece,pelo menos no meu pc.Fui re-verificar,e concluí que umas vezes aparece, outras nao.Ignoro a razão porquê.Mas nao o retiramos.
2-Tendo lido o texto do Boss, constato que concordo com a substância do que escreve.E tambem constatei que há algumas(felizmente) coincidências de análises de diversos intervenientes, relativamente a alguns pontos do que que li nos posts.
3- Eu aprendi a fazer uma distinção entre orientaçao sexual,e opção sexual.
A orientação nao se escolhe, seja hetero,ou homo,e nao parece modificável.
A opçao sexual é susceptivel de escolha. Por isso, distingo:
a) entre pessoas gays, que optam por aceitar a sua orientação sexual,( e são ainda poucas)
b) e as que optam por nao aceitar a sua orientaçao sexual(homo) ,e practicam actos homossexuais com outras . Assim, entre estes há muit@s de orientação sexual homo, que optam por levar uma vida hetero.(são a grande maioria)Consequentes com essa opção sexual , casam-se,constituem uma familia monogâmica,com filhos,etc,embora saibam da sua orientação homo.São os mais paradigmáticos dos armarizados.Depois, há casos mais esbatidos: às claras ,fingem gostar do sexo oposto,mas, de facto, às escondidas, procuram relaçoes sexuais com pessoas do mesmo sexo, a homofobia interiorizada.Um slogan típico desta atitude é, que aparece em tee-shirts :"eu não sou gay, o meu namorado é que é!"Ou o caso daquel@s que cá dentro são optativamente heteros,e quando vão lá para fora optam por desbundar completamente.
Situações inversas são pouco comuns,mas há um caso mediático.Aquelas célebre meninas cantantes russas, que optam por ser lésbicas em publico ,para venderem discos, mas têm orientaçao sexual hetero,na sua vida privada.
Há também algumas pessoas( os nossos gay friendlys) que sendo heteros, confundem as suas vidas de tal modo, com as os homos,(paixões, romances, cíumes,ambientes que frequentam ,etc) que levam a supor a outros que tambem el@s sao homos, quando, na verdade, a sua orientação sexual é hetero.
Obviamente, que os que nos preocupam,porque são os casos maioritarios da chamada comunidade gay, sao os de pessoas de orientaçao homo, que optam por ter vida hetero,para parecer que o são.
Estarão de acordo?

Afixado por: Opus Gay em agosto 16, 2004 02:51 PM

"Mas o que deve ser um valor universal é a construção de um espaço onde todos possam ser livres de ter as suas próprias opiniões onde as possa expressar e onde cada um se possa realizar"

Certamente.
Mas a minha opinião é a de que ter sexo apenas pelo sexo, sem qq critério e ao sabor do primeiro impulso, é a mesma coisa que entrar no primeiro restaurante que aparecer e dizer: "Dê-me qq coisa desde que seja muito, o que eu quero é enfardar!".

Sou a favor da qualidade de vida. Sexo promíscuo não é qualidade de vida. Tanto me faz se é homo ou hetero.

Afixado por: em agosto 16, 2004 02:57 PM

Nuno é possível que o post tenha um certo tom "justificativo", mas não é essa a ideia. A ideia era partir da constatação de uma realidade e tentar explica-la. Mas eu próprio noto um certo tom "moralista" a certa altura, a falar das zonas de engate.. há pecados, como o do moralismo, que se entranham de tal forma que nunca nos livramos deles por completo.. LOL

De resto creio que acabei por esquecer um ponto importante, escrevi isto +/- às três pancadas, como se advinha pela hora de publicação. Um homossexual além de ter por regra uma educação machista, tem uma educação heterossexista. Ou seja ao confrontar-se com a sua homossexualidade é obrigado a pôr em causa muitos dos ensinamentos que lhe foram dados sobre sexualidade. Ao questionar-se sobre todas essas certezas acaba por conseguir ter uma mente mais aberta, mais livre de certezas lá está, e assim ter também uma relação mais descomplexada e livre de tabus com o sexo e a sexualidade.

Afixado por: Boss em agosto 16, 2004 03:06 PM

"Sexo promíscuo não é qualidade de vida. Tanto me faz se é homo ou hetero."

Como já disse,trata-se da sua opinião. Eu tento evitar fazer julgamentos morais de coisas que são absolutamente individuais. Cada um deve fazer juizos de valor sobre o que ele próprio considera qualidade de vida, para alguns é a qualidade para outros é a quantidade...escolhas diferentes mas não menos respeitaveis (Não me refiro obviamente aos casos do armário profundo, aí o problema é outro e já foi focado).

Afixado por: Pedro Fontela em agosto 16, 2004 03:06 PM

Boss,

Concordo completamente. ;)

Afixado por: Nuno em agosto 16, 2004 03:16 PM

"Como já disse,trata-se da sua opinião. Eu tento evitar fazer julgamentos morais de coisas que são absolutamente individuais."

Claro que se trata da minha opinião. Mas não é nenhum julgamento moral, é uma opinião sobre qualidade de vida.

"para alguns é a qualidade para outros é a quantidade...escolhas diferentes mas não menos respeitaveis"

"Respeitáveis" no sentido de que cada um é livre de fazer o que entender, sim. "Respeitáveis" no sentido de que merecem "consideração", não. É a mesma coisa que dizer que uma pintura de Van Gogh é a mesma coisa que um gatafunho feito por qualquer aspirante a pintor.

Afixado por: em agosto 16, 2004 03:18 PM

Silpheed, sim esse discurso soa familiar..

Anónimo tens bom remédio, não tenhas sexo por sexo. Mas lembra-te que aquilo que para ti é mau, poderá ser bom na óptica de outros. Haja liberdade.

João André, tens uma noção demasiado "peniana-penetrativa" do verbo foder LOL Há que alargar..

Opus Gay, concordo com a generalidade do seu comentário. Mas sobre a questão dos armários importará distinguir os diferentes tipos de armários, é que há mesmo muita variedade de mobília LOL.


Por exemplo, o facto de eu assinar com um nickname é uma forma de "armarização". Não o faço apenas por ser gay, se fosse hetero e tivesse blog provavelmente tb usaria um nickname, como de resto faz uma boa parte da blogosfera, mas não deixa de ser uma capa protectora da minha pessoa. No entanto este nick e blog são do mais OUT que há.

Bom mas deixando de lado os mundos virtuais, na realidade a mobília também é muita e variada. Desde o hetero que se acha hetero e um dia por semana vai ao wc de Fátima, passando por aqueles que vivem a sua homossexualidade às claras junto de amigos e familiares, mas ocultando-a do patrão, colegas de trabalho etc..

Parece-me que a principal distinção que há a fazer é entre o "militante do armário" que passa boa parte da vida em negação para si próprio, e o "armário indesejado à espera de abertura", das pessoas que por motivos vários vivem ainda total ou parcialmente no armário, mas que ambicionam um dia sair do mesmo de forma plena, como é de resto o meu caso.

Critico os "militantes do armário" porque violentam-se a si próprios, e aos que o rodeiam, desde a mulher enganada aos discursos homofóbicos que faz em praça pública. Mas de forma alguma critico quem estando ainda em armários mais ou menos fechados, ambiciona sair quando possível, até porque nem estaria em condições de o fazer.


Obrigado a tod@s pelos comentários.

Afixado por: Boss em agosto 16, 2004 03:19 PM

O que é que entende por consideração?

Afixado por: Pedro Fontela em agosto 16, 2004 03:20 PM

Ah! E eu disse que não achava que a intenção deste post fosse justificativa, mas por momentos deu-me essa impressão, talvez por causa desse moralismo entranhado de que ninguém está imune...

Afixado por: NUno em agosto 16, 2004 03:21 PM

"Anónimo tens bom remédio, não tenhas sexo por sexo. Mas lembra-te que aquilo que para ti é mau, poderá ser bom na óptica de outros. Haja liberdade."

LOL. Óptimo conselho, eu não diria melhor.

Afixado por: Pedro Fontela em agosto 16, 2004 03:27 PM

"O que é que entende por consideração?"

"Consideração" é o que me leva a admirar o quadro de Van Gogh e não dar valor nenhum ao gatafunho. É aquilo que me leva a promover a pintura de Van Gogh como exemplo e a criticar (sem censurar) os gatafunhos. É aquilo que me inspira como pintor e me ajuda a melhorar a minha própria pintura, mesmo sendo esta diferente.

Afixado por: em agosto 16, 2004 03:41 PM

Anónimo,

Sabe o que eu lhe digo? Relatividades.

Afixado por: Pedro Fontela em agosto 16, 2004 03:44 PM

Anónimo,

" "Consideração" é o que me leva a admirar o quadro de Van Gogh e não dar valor nenhum ao gatafunho."

Se é por consideração que admira o trabalho de Van Gogh, então é porque não percebe nada de arte e limita-se a imitar os elogios de outros.

Aliás, respeito mais quem não percebe de arte mas aprecia através do seu gosto pessoal, do que quem valoriza um quadro pela "consideração".

"Consideração" não é mais do que uma forma de preconceito, porque julga o autor e não a obra.

Com as (poucas) vantagens e (muitas) desvantagens inerentes a qualquer preconceito.

Afixado por: Nuno em agosto 16, 2004 03:55 PM

Aliás promiscuidade é uma noção religiosa...

Afixado por: Pagan em agosto 16, 2004 04:04 PM

Pagan,

Gostava que aprofundasses mais isso, porque estou a ouvi-lo pela primeira vez...

Afixado por: Nuno em agosto 16, 2004 04:13 PM

...lê-lo... LOL

Afixado por: Nuno em agosto 16, 2004 04:13 PM

""Consideração" não é mais do que uma forma de preconceito, porque julga o autor e não a obra."

O que eu disse foi precisamente o contrário.

Afixado por: em agosto 16, 2004 04:31 PM

"promiscuidade é uma noção religiosa"

Dizer isto é exprimir ignorância. Ou foi apenas uma brincadeira?

Afixado por: em agosto 16, 2004 04:40 PM

Anónimo,

Define lá consideração, sem exemplo a metáforas que já se viu que não tens muito jeito para isso. Já agora, quem és tu para decidir o que é gatafunho ou não, ou o direito de alguém pintar esses "gatafunhos"? Ou quem és tu para decidir qual dos gatafunhos é superior?

Eu ao menos expliquei o porquê de achar que consideração era uma forma de preconceito.

Consideração de quê? Ou por quem? Em relação a quê? São tudo formas diferentes de consideração.


Mas já reparei que não dizes nada, apenas gostas discutir no vazio.

Tal como o teu nick.

(desculpem todos a agressividade, mas falta-me a paciência para estas discussões no vazio)

Afixado por: Nuno em agosto 16, 2004 04:55 PM

A promiscuidade é uma noção moral, porque presume um modelo de comportamento sexual normal em relação ao qual o/a promíscuo/a se comporta de forma tida como desviante. Porque aos olhos do observador tem mais parceiros sexuais do que devia. É religiosa, porque se alimenta de uma poluição simbólica, considerando o sexo fora do contrato conjugal como algo poluidor, sujo e espiritualmente torpe, punível com. castigo divino. Como uma proibição levítica. Não é um conceito científico(n há nenhuma referência normativa no quadro da ciencia, quanto ao número adequado de parceiros). E religioso também por ser um dos principais argumentos nas religiões reveladas, para se oporem a tudo o que saia fora da ordem sexual vigente monogâmica, heterocêntrica e patriarcal. É um conceito da ordem da separação dogmática entre bem e mal. E recorrentemente usado na religião. ´Por estas razões é religioso.

Afixado por: Pagan em agosto 16, 2004 05:24 PM

Pagan: de um fôlego só! Chiça!

Afixado por: Mariana em agosto 16, 2004 05:44 PM

LOLOL Mariana LOLOLOL

Afixado por: Pagan em agosto 16, 2004 05:47 PM

Em rigor "recorrentemente usado na religião" é muito diferente de "ser religioso". Os ateus não usam o conceito de "promiscuidade" também, mesmo não sendo científico? É mais um conceito "social". Mas todos percebemos o que é, o importante é isso. O resto é apenas insegurança e preconceitos dos crentes e contra os crentes, ou seja, ruído.

Mas gostava aqui ver dito de forma clara se uma "vida sexual promíscua", neste sentido meio indefinido mas que se percebe bem, é sinal de qualidade de vida para si próprio.

Afixado por: em agosto 16, 2004 06:01 PM

Oh Anónimo já arranjavas um nick qualquer não? Anónimo é muito vulgar... hmm que tal "Pureza" lol ;)

De resto mesmo os ateus vivem numa sociedade religiosa, estamos todos impregnados de referências e influências religiosas. "Promiscuidade" é claramente uma noção de origem religiosa.

Afixado por: Boss em agosto 16, 2004 06:10 PM

Social? o conceito de promiscuidade? LOLOL e de onde vem ele? E quem o usa mais? Se isso não é ser religioso...não sei então o que o seja...
Os conceitos sociais têm uma origem, sabias?

Se falas em ter vários parceiros, se as pessoas acharem que isso é bom e se essa é a sua maneira de estar e de viver, claro que é qualidade de vida. Cada um é tanto ou mais feliz quanto mais se aproxima daquilo que sonhou para si.

E promíscuo, é sim, uma noção preconceituosa. Ainda não entendi qual o vosso problema com o facto de as pessoas poderem fazer o que querem consigo mesmas. Não entendo de facto...

Afixado por: Pagan em agosto 16, 2004 06:14 PM

"vosso problema"

A quem se refere? Está a considerar-me membro de alguma seita ou grupo social? Ou está com preconceitos a meu respeito?

E quem tem problema com o que cada um faz? Eu não tenho problemas, tenho opiniões. Cada um é livre.

Afixado por: em agosto 16, 2004 06:36 PM

Sobre o interesse sexual de gays e lésbicas vejam o meu post nº 139!

Afixado por: Alex do blog em agosto 16, 2004 06:38 PM

Levítico 20:10 O homem que adulterar com a mulher de outro, sim, aquele que adulterar com a mulher do seu próximo, certamente será morto, tanto o adúltero, como a adúltera.

Levítico 20:11 O homem que se deitar com a mulher de seu pai terá descoberto a nudez de seu pai; ambos os adúlteros certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.

Levítico 20:12 Se um homem se deitar com a sua nora, ambos certamente serão mortos; cometeram uma confusão; o seu sangue será sobre eles.

Levítico 20:13 Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse com mulher, ambos terão praticado abominação; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.

Levítico 20:14 Se um homem tomar uma mulher e a mãe dela, é maldade; serão queimados no fogo, tanto ele quanto elas, para que não haja maldade no meio de vós.

Levítico 20:15 Se um homem se ajuntar com um animal, certamente será morto; também matareis o animal.

Levítico 20:16 Se uma mulher se chegar a algum animal, para ajuntar-se com ele, matarás a mulher e bem assim o animal; certamente serão mortos; o seu sangue será sobre eles.

Levítico 20:17 Se um homem tomar a sua irmã, por parte de pai, ou por parte de mãe, e vir a nudez dela, e ela a dele, é torpeza; portanto serão extirpados aos olhos dos filhos do seu povo; terá descoberto a nudez de sua irmã; levará sobre si a sua iniquidade.

Levítico 20:18 Se um homem se deitar com uma mulher no tempo da enfermidade dela, e lhe descobrir a nudez, descobrindo-lhe também a fonte, e ela descobrir a fonte do seu sangue, ambos serão extirpados do meio do seu povo.

Levítico 20:19 Não descobrirás a nudez da irmã de tua mãe, ou da irmã de teu pai, porquanto isso será descobrir a sua parenta chegada; levarão sobre si a sua iniquidade.

Levítico 20:20 Se um homem se deitar com a sua tia, terá descoberto a nudez de seu tio; levarão sobre si o seu pecado; sem filhos morrerão.

Levítico 20:21 Se um homem tomar a mulher de seu irmão, é imundícia; terá descoberto a nudez de seu irmão; sem filhos ficarão.


Há mt promiscuidade prevista na Bíblia... ;-)

Termino com uma citação de um grande e fabuloso promíscuo:

There are more things in heaven and earth,Horatio,/Than are dreamt of in your philosophy.

William Shakespeare, Hamlet, Act 1. Scene V

Afixado por: Luís em agosto 16, 2004 06:43 PM

Se se disser q um homem é gay nem isso podes concluir. Basta ver-me a mim que tenho namorada (fora do Porto) e sou completamente homofóbico (detesto a simples presença de homens no mesmo espaço e a sua conversa de futebol) e estou a ter problemas graves no Porto.

Afixado por: Alex do blog em agosto 16, 2004 07:07 PM

Pagan,

Discordo completamente da justificação que dás para considerar que a promiscuidade é uma noção religiosa.

Pela tua justificação poderiamos concluir também que não há a noção de moral sem a noção de religião (dado que a moral também não tem origem "científica").

Eu, considerando a religião uma criação social, acho que os conceitos moralistas da religião provém da sociedade que a criou e não a sua inserção à posteriori.

Concordo completamente é que é uma noção preconceituosa mas o facto de estar inserido na religião é um reflexo da sociedade que a criou e não uma consequência da religião.

E não acho que seja uma questão de galinha ou ovo...

Afixado por: Nuno em agosto 16, 2004 08:20 PM

Alex: importavs-te de repetir?

Afixado por: em agosto 16, 2004 09:25 PM

Estupendo post, Boss.

Afixado por: Martin Pawley em agosto 16, 2004 10:33 PM

Alex imagino que devas ter de facto muitos problemas no Porto, creio que a população masculina da cidade rondará os 50%..

Afixado por: Boss em agosto 17, 2004 12:03 AM

Citando Boss:
«Para concluir, cada caso é um caso, e eu próprio caio neste post em alguns erros de generalizações, ainda que parciais. Mas cada pessoa vale pelo que vale, e responde pelo que faz. Da informação de que um homem é gay poderemos apenas concluir que esse homem é gay - qualquer outra conclusão sobre o seu comportamento, mentalidade, ideologia etc etc será abusiva, e provavelmente errada. Ser gay é ser capaz de amar e sentir atracção sexual por pessoas do mesmo sexo - rien plus!»

Comentário 1: O parágrafo acima citado é o melhor de todo o post, sem dúvida.

Comentário 2: Finalmente, o retorno a uma abordagem inteligente numa escrita agradável!

Comentário 3: Gostei de ler todo o post, apesar de o seu conteúdo ter suscitado no meu pensamento concordâncias e discordâncias!

Comentário 4: Assim sim, vale a pena "perder" tempo em visitar este blog. Agradecido, Boss!

Afixado por: Tiago Mendes em agosto 17, 2004 12:25 AM

Caro Nuno,
Estás a ver o filme de outro ângulo de visão. É que as sociedades actuais emergem com a matriz religiosa definida antes dessa emergência. Daí que o processo de relação biunivoca entre religião e sociedades actuais, é mais marcado pelas religiões que já existiam antes de emergirem as sociedades contemporaneas. Contudo a noção de promiscuidade serve também fins sociais e é também uma representação social apropriada pela sociedade. Mas a partir de uma base religiosa e normativa, servindo de contra modelo face a um referente de comportamento moral.

A minha opinião agora pessoal é que a moral raramente não é religiosa. Por ser normativa. Se fosse esboçada fora da religião teria muito mais tendência a ser uma ética, por assentar mais na escolha do que na norma.

E anónimo, também debato opiniões. Neste caso a sua. Anyway, falei em plural, não me referia exclusivamente a si. E se é ou n é membro do que quer seja, não sei nem me interessa. O que é certo é que a sua opinião "Sexo promíscuo não é qualidade de vida. Tanto me faz se é homo ou hetero." evidencia uma menorização dos outros, os tais sem qualidade de vida... apesar de dizer "cada um é livre". É livre sim, mas eventualmente não livre de um juízo seu.

Afixado por: Pagan em agosto 17, 2004 12:37 AM

"mas eventualmente não livre de um juízo seu"

Evidentemente. Está no seu direito, da mesma maneira que qualquer outra pessoa.

Afixado por: em agosto 17, 2004 12:56 AM

Excelente post Boss. A adenda é preciosíssima. E É eixo ali expresso que podemos perceber em que medida é que a sexualidade gay - mais "liberta"- além de ser a expressão forte do livre caminho do desejo e dos afectos, será também uma afirmação sócio-política. Ou seja, permite perceber em que medida a vivência um sexo "sem constrangimentos" estende a economia do discurso libertário e contra-hegemónico para as práticas dos corpos, libertárias e contra-hegemónicas, pois. Como provocação não deixa de ser interessante questionar, como fazia, Foucault, em que medida há uma exageração do valor do sexo pelo facto de ter estado tão longamente reprimido; um sexo que surge como um segredo revelado é um sexo em que se parece descortinar um valor de verdade quase transcendente.

abraço

Afixado por: Bruno Sena Martins em agosto 17, 2004 01:18 AM

Parabéns pelo genial post! Gostei bastante desta parte

"Da informação de que um homem é gay poderemos apenas concluir que esse homem é gay - qualquer outra conclusão sobre o seu comportamento, mentalidade, ideologia etc etc será abusiva, e provavelmente errada."

Infelizmente mesmo as mentes mais abertas têm dificuldade em aceitar esta verdade

Boss para presidente!

Afixado por: abreosolhos em agosto 17, 2004 01:24 AM

Eu acho que o ser humanao (gay ou hetero) no seu estado natural selvagem (animal sem normas sociais, civilizacionais, culturais, etc...), tem relacoes sexuais com o maximo de parceiros que conseguir (nao sendo machista, tenho a impressao que o homem, por natureza, o faz mais facilmente do que a mulher)... isto sao instintos animais que fazem parte de nos e apenas sao moderados/bloqueados por normas sociais, educacionais, culturias, etc...
quanto mais livre se sentir o ser humano, menos barreiras sente e por isso mais proximo esta do estado natural...

Afixado por: Opinioes em agosto 17, 2004 06:47 AM

Pagan,

Concordo em absoluto que a moral está intrinsecamente ligada à religião, mas a minha opinião é que foi a moral vigente na sociedade que moldou as religiões desde o seu início (mesmo as pagâs ;) ).

Eu vejo a religião como a forma que a sociedade encontrou para institucionalizar a moral e homogeneizar comportamentos. Um instrumento utilizado pelas sociedades para estabelecer certas normas de conduta.

Não sendo crente, para mim, toda a religião terá de ser forçosamente um produto e um instrumento social.

A moral religiosa tem tendência a ser reaccionária devido à cristalização de conceitos, dificultando a sua adaptação às mudanças sociais, mas não deixa de ser um reflexo da sociedade que a criou.

Afixado por: Nuno em agosto 17, 2004 08:11 AM

Parece moi bo o artigo que escreveches. Tes muita razon en todo o que dis e comparto contigo a maioría das cousas que pos. Penso que a pomiscuidade non é unha característica dos homes homosexuais, senon, baixo o meu ponto de vista , é unha característica de tódolos homes en xeral.

Afixado por: revelde em agosto 17, 2004 01:32 PM

OK eu repito, aliás já escrevi sobre isso no meu blog:
Os meus problemas no Porto são com cromos que desconheço q julgam q sou homossexual - convém dizer q no Porto não conheço ninguém fora do trabalho e dos sítios onde almoço e como.
Ou seja, eu sofro na pele a discriminação de q voces falam.
Ou cúmulo é q como não falo com qm nao conheço, nunca falava com ninguém no Porto. Neste aspecto não há diferença entre o antes e o depois.

Ainda por cima, neste momento tenho uma namorada fora do Porto (claro), 1 amiga cada vez + colorida e a minha vida está cada vez mais concorrida.

Ainda por cima, sou completamnete homofóbico no sentido em q destesto sítios com demasiados homens (gosto de ser o único), detesto conversas de futebol, tabaco, etc.

Afixado por: Alex do blog em agosto 17, 2004 03:13 PM

Oh Alex cuidado com as palavras, o termo homofóbico não se aplicará ao que referes, um "machão-fóbico" parece-me melhor. ;)

Afixado por: Misha em agosto 17, 2004 04:07 PM

Sim Misha, é mais nesse sentido, e se voces vissem as minhas anedotas feministas em http://anedotasdoalex.blogspot.com, teriam a certeza

Já agora: uma vez q nao conheço ninguém nem me falam directamente não vou falar sobre coisas q ouço q falam entre eles (como uma anormal q disse a 50 metros do meu trabalho, para o "marido": - Não sei como é q ele tem lata para andar por aqui) e tmb nao me parece boa ideia falar aos anormais q se metem comigo.. (por acaso agora em agosto isto está calmo, mas em Setembro deve recomeçar a sério...)

Afixado por: Alex do blog em agosto 17, 2004 04:17 PM

Aqui o Alex fez um post em que dizia que as mulheres deviam evitar stress na gravidez porque aumentava o risco de ter um filho homossexual.

Saiu-lhe...

Afixado por: Nuno em agosto 17, 2004 05:07 PM

Já lá deixei a referência a um artigo científico que desmente essas "teorias" e mitos, mas o Alex ainda não deve ter lido..

Afixado por: Misha em agosto 17, 2004 07:08 PM

Além de me parecer anti-Porto com tiradas destas:

"tenho uma namorada fora do Porto (claro)"

Mas claro porquê? No Porto somos todos iguais, é?

Sendo verdade (pelo que ele diz) que ele tem colegas preconceituosos, isso não o impediu a ele de também o ser.

Com uma atitude dessas eu também não queria trabalhar com ele. Ainda para mais faz-se de vítima...

Afixado por: Nuno em agosto 18, 2004 07:37 AM

Misha: Ainda não li o artigo - até prq sendo em inglês tenho de localizar a revista e...

Nuno: Como eu não conheço ninguém no Porto (fora do trabalho e sítios onde como) claro q teria de arranjar namorada fora do Porto. Convém dizer q já cá trabalho há 5 anos.
Curiosamente, acho q esta semana se pode dizer q arranjei a 1ª amiga tripeira...

Só trabalho com mulheres.. que é o ambiente de q gosto. Mas já tive de trabalhar ocasionalmente com homens e correu bem. O essencial é só falar de trabalho ou quase

Afixado por: Alex do blog em agosto 18, 2004 04:30 PM

Nuno o Alex tem algums problemas de sociabilização, tens que ir a mais sítios, conhecer mais gente..

quanto ao artigo, era bom lê-lo antes de contribuires para espalhar boatos e mitos falsos.

Afixado por: Misha em agosto 18, 2004 05:58 PM

Já agora, quando ao facto de não me dar muito bem com rapazes/homens, isso só é sabidos das e dos meus amigos e das raparigas com mais confiança com qm trabalho... e para q espalhar?

É oficial: ao fim de 5 anos conheci uma rapariga no Porto! Comecei a frequentar um Ginásio e...

Afixado por: Alex do blog em agosto 19, 2004 05:09 PM

Já agora, quanto ao boato, começou por uns grunhos (eu nao os fixo como é norma) qnd eu estava perto do JN, onde atacam umas mocinhas simpáticas e uns jovens

Eu estava à espera q um se decidisse se ia ou não com uma minha conhecida. Não sei q tanto eles falam com elas. Acho q aquilo é espectáculo para inglês ver...
Eu normalmente é "quanto?" e quando as conheço é "vamos" e o resto é conversado entre portas.

Afixado por: Alex do blog em agosto 19, 2004 05:13 PM

Quanto às Teorias:
O facto de ser de Biologia faz com q eu leve tudo para esse campo. Sempre preferi a determinação biológica da sexualidade à "escolha social".

Até comigo, tive uma educação tradicional assexual em q tentaram me afastar das raparigas (parece mal...) e desde q conheci a 1ª (aos 10 anos) sempre me interessei por elas...

Afixado por: Alex do blog em agosto 19, 2004 05:16 PM

Alex os boatos a que me referia, e que não devias espalhar, eram os das "explicações hormonais" para a homossexualidade. Eu tb acho que a sexualidade de toda a gente é fortemente influenciada por factores inatos, mas não acredites em explicações simplistas do tipo + ou - testosterona, que de resto, e como te disse, já foram claramente refutadas.

Afixado por: Misha em agosto 19, 2004 07:53 PM

Misha: Eu não costumo falar com qm nao conheço, pelo q nao adianta ir ao cinema ou à discoteca (fui 3 vezes a uma antes de me meter na net).

Esta amiga do ginásio foi preciso vê-la quase 1 mes antes de começar a falar com ela...

Afixado por: Alex do blog em agosto 20, 2004 11:11 AM

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